Antes de 2014 não há eólicas em Montesinho
Esta é a opinião dos responsáveis da SSE-Renewables, que na passada quinta-feira reuniram com os autarcas e associações de compartes que, em 2007, alugaram os terrenos à Airtricity, com vista à exploração do vento.
O presidente da empresa escocesa, Dermont O’Kaine, aproveitou a ocasião para apelar ao apoio dos autarcas para passar a mensagem de que o parque eólico é fundamental.
Recorde-Se que a SSE-Renewables adquiriu a irlandesa Airtricity e manteve os 14 contratos celebrados com autarquias e associações de compartes, que rendem cerca de três mil euros a cada freguesia.
Apesar do investimento, a empresa continua a aguardar que o Governo abra o concurso para a atribuição da potência a explorar, “o que deve acontecer antes de 2014, data em que a Rede Eléctrica Nacional tem prevista a instalação do ponto de ligação à rede na subestação de Macedo de Cavaleiros”, referiu Rodrigo Duarte, gestor de projecto.
Actualmente, têm sete torres instaladas para medição do vento,
mas, se o parque eólico vier a ser uma realidade, prevê-se, numa primeira fase, a instalação de 42 torres, num total de 150.
Num primeiro momento, a ideia era produzir 600 megwatts de energia, mas as intenções caíram para cerca de metade, em resultado das medições do vento e das análises ambientais já realizadas. Trata-se de um grande investimento, pois cada torre tem um custo de 50 mil euros por ano.
Dermont O’Kaine garante que a empresa continua a trabalhar no terreno e não perdeu o interesse no vento do Montesinho, mas reconhece que a falta de ligação à rede eléctrica está a ser um obstáculo ao desenvolvimento do projecto.
O presidente do consórcio assegurou que têm estado envolvidos na iniciativa e a investir na região. “Há muita actividade nos bastidores, isto é, por trás da medição das torres”, frisou.
Exemplo disso é a elaboração de um estudo para redução dos impactos das turbinas na fauna e flora, considerado um passo importante para a continuação do projecto das eólicas. Por outro lado, a empresa tem estado a encetar diligências junto do Governo para resolver o problema da falta de acesso à rede.
O contrato prevê que as freguesias venham a receber entre 3 a 4% do valor da energia produzida.
Glória Lopes