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Paredes: falta gente e obras

Paredes: falta gente e obras
  • 22 de Junho de 2010, 10:34

A localidade é grande em extensão, mas boa parte das habitações estão fechadas, pois os proprietários ou são emigrantes ou vivem em Bragança.
Actualmente os residentes são pouco mais de 50, até os mais velhos partem, em busca de amparo em lares de terceira idade, que ali não existem. Resta meia dúzia de crianças. O rácio das mortes é assustador, há anos em que morre uma dezena e não nasce ninguém.
Manuel Dias, octogenário, lamenta a situação e confessa ter pena dos dias de antigamente, quando a aldeia tinha mais de 200 habitantes. Todos partiram à procura de melhores condições de vida, mas o idoso garante que ali se podia governar a vida. “A agricultura até dá, mas é preciso trabalhar e os novos não querem”, sentencia.
Paredes foi noutros tempos uma terra dinâmica, sobretudo devido à extracção mineira de estanho e volfrâmio, que arrastava multidões de gente da zona do Douro, que ali aportavam em busca de sustento e do trabalho que faltava fora da época das vindimas. António Estevinho, 66 anos, ainda tem bem vivas memórias desse tempo.
As minas já existiam desde os romanos, e tiveram pujança há 50 anos. Foram desactivadas por falta de viabilidade económica há mais de 30 anos. “Era como se fosse uma fábrica, dava 100 ou 200 empregos, vinham da zona do Pinhão e Tabuaço para trabalhar aqui, havia muito o que fazer”, contou António Estevinho.

Glória Lopes

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