Região

Cancro da mama tratado no Nordeste

  • 22 de Junho de 2010, 09:15

O novo serviço evita a deslocação das utentes ao Hospital de Vila Real ou ao Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das mulheres e para a poupança de recursos financeiros. “Desde que esta Unidade começou a trabalhar, nenhuma mulher teve que sair da região para ser tratada. A única situação em que é necessário deslocar-se são os casos que necessitem de Radioterapia, porque mesmo a Quimioterapia é feita no CHNE”, salienta o director do serviço de Cirurgia do CHNE, António Ferrão.
O responsável garante, ainda, que o tratamento prestado nas Unidades Hospitalares de Mirandela e Bragança oferece as mesmas garantias daque­les que são ministrados nos hospitais dos grandes centros urbanos. “Aqui são tratados exactamente da mesma maneira”, frisa António Ferrão.
O serviço de Patologia Mamária está a funcionar em Mirandela e Bragança, dependendo da gravidade das situações. “Tendo em conta que é uma patologia que pode ser tratada, preferencialmente, em regime de tratamento curto, irá ser feito em Mirandela. Para Bragança reservaremos aquelas situações mais complexas, que necessitem de outro tipo de intervenções, nomeadamente cuidados intermédios”, explica o responsável.
Esta unidade de tratamento dos casos de cancro da mama foi reforçada com um especialista oriundo da Unidade de Patologia Mamária do Hospital de S. João, no Porto. Nesta área trabalham, actualmente, quatro especialistas, que, segundo António Ferrão, são suficientes para os casos que têm aparecido no CHNE.

Unidades móveis podem fazer rastreio ao cancro da mama
nas aldeias do Nordeste
Transmontano

No entanto, o responsável afirma que já está no terreno uma equipa para fazer a triagem dos casos de cancro da mama nos Centros de Saúde, para sensibilizar os médicos de Clínica Geral a encaminhar os doentes com esta patologia para o CHNE.
No âmbito da sessão “Um dia, um tema…Cancro da Mama”, que decorreu no passado sábado, em Bragança, também foi apresentada uma proposta por Joaquim Albuquerque, do Hospital de Santa Maria (Lisboa), que prevê a realização de rastreios ao cancro da mama nas aldeias do Nordeste Transmontano.
“É possível ir às aldeias com unidades móveis e depois dar continuidade aos exames nos hospitais da região”, realça o clínico.

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