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Academia de Letras quer realçar a identidade transmontana

Academia de Letras quer realçar a identidade transmontana
  • 15 de Junho de 2010, 09:35

A ALTM foi uma ideia lançada pelo presidente da câmara de Bragança, Jorge Nunes, no último Colóquio da Lusofonia, tem como missão promover e divulgar obras literárias de escritores transmontanos ou trabalhos que foquem temáticas das várias zonas da região, as suas gentes e património material e imaterial.
Vai apoiar a execução e o lançamento de obras literárias, assim como a constituição de um Centro de Documentação que integre informações sobre os trabalhos de autores, gentes e património transmontano. Serão ainda instituídos prémios e promovidos concursos literários.
Amadeu Ferreira, estudioso da Língua Mirandesa, e autor os estatutos da ALTM, frisou que é “essencial” a criação de um núcleo de escritores e um acervo cultural do Nordeste. “Deve ter o objectivo de resgatar a memória de tantos escritores esquecidos, incentivar a produção literária sobre a temática transmontana, tornar presentes um conjunto de actividades que possam existir que uma actividade literária digna de ser olha e promovida. É uma forma de reafirmar as identidades”, justificou Amadeu Ferreira.
Apesar de a Academia ser de Trás-os-Montes não contou com a presença de escritores Vila Real. “Foi a Câmara de Bragança que iniciou o processo, as coisas têm de começar por uma ponta, mas em Vila Real funciona o Grémio Literário, liderado pelo maior escritor transmontano, António Pires Cabral, mas esta academia não visa concorrer com essa associação, visa dar mãos e unir”, garantiu Amadeu Ferreira.
A ALTM conta com diversos notáveis entre os sócios fundadores, nomeadamente Adriano Moreira, natural de Macedo de Cavaleiros, professor e ex-dirigente do CDS, que se referiu à iniciativa como sendo uma investida contra a globalização. “Esquecemo-nos das particularidades que são as identidades, é a isto que correspondem iniciativas deste género”, explicou.
Ao político junta-se Ernesto Rodrigues, natural de Torre de Dona Chama, docente da Universidade de Letras de Lisboa, bem como o escritor Modesto Navarro, natural de Vila Flor, e outras figuras da região.
No sábado foi constituída a comissão instaladora, liderada por Amadeu Ferreira, Alfredo Cameirão, António Castro Branco, António Afonso e Idalina Brito.
A Assembleia-Geral ficou marcada para o dia 5 de Outubro, deverá ser uma grande realização cultural e literária.
O autarca, Jorge Nunes, explicou que o município tem algumas alternativas para alojar a ALTM. “Ocorreram coisas importantes, a Academia de Ciências de Lisboa assina o segundo protocolo com outras instituições, não há uma federação ou associação de letras na área dos países da lusofonia”, referiu.

Glória Lopes

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