Grandes campeões
A turma do Planalto ganhou com toda a justiça, confirmou ser uma grande equipa e jogou o suficiente para impedir o Argozelo de fazer a dobradinha.
Durante os primeiros vinte minutos a bola foi mal tratada pelos jogadores, apesar do Argozelo tentar chegar à baliza do jovem Garcia, mas foi às traves com velocidade e drible de Jorginho. Depois foi Manhonho a pegar no jogo.
No Mirandês, Petit jogou bem, segurou a bola, destruiu o jogo da equipa adversária e construiu a vitória. Depois, o azar de Armando, que saiu lesionado, aos 6”, e a sorte de Luís João, ao fazer um golo de antologia, aos 41”, pegando na bola que vinha de uma falta cometida pelo Argozelo. O juiz deixou jogar e o atleta Mirandês fez um verdadeiro remate, tipo “folha seca”, e passou a bola por cima de Pedro Vila, fazendo um golo de craque. Estava perto o intervalo e a equipa de F. Parreira era dona do jogo, tinha um sólido meio campo, tinha ganho pontos ao adversário, estava um pouco cansada e já se via com pouca mobilidade física para reagir. O intervalo chegou em boa hora para os pupilos de Fernando Teixeira.
O reatamento trouxe mais Mirandês, o contra-ataque começou a funcionar e F Teixeira foi obrigado a mexer na equipa. Jorginho deu o lugar a Paletas, mais tarde, J P e Serginho entraram para tentar empatar o encontro, mas, já antes, tinha chegado o 2-0, com um novo golo de fazer levantar um estádio do mundial de futebol. Bruno aproveitou um ressalto, depois de Pedro Vila ter evitado o 2-0, mas não conseguiu à segunda. Bruno fintou dois defesas das minas e simulou o remate, fazendo um golo de fantasia, ao fazer passar a bola por cima do guardião Pedro Vila. A turma de Argozelo ainda remou contra Amare, mas com pouca dinâmica, apesar de ter vontade, mas parecia cansada, ao perder passes e não acertar na baliza.
Foi uma verdadeira festa, num no Estádio Municipal de Bragança, cheio de adeptos a participar na festa. As duas equipas mostraram, em conjunto, que estar no futebol é estar em festa, pois afinal ninguém perdeu e ganhou o futebol.
O juiz foi exemplar e, ao lado de dois grandes auxiliares, só tinha mesmo que sair em grande.