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Máquinas rompem IP2 e IC5

Máquinas rompem IP2 e IC5
  • 1 de Junho de 2010, 09:59

Na zona de Macedo de Cavaleiros e de Bornes, por exemplo, o avanço do IP2 e o entroncamento deste itinerário com a A4, já é notório para os inúmeros automobilistas que, diariamente, percorrem o IP4 e os fragmentos do IP2 já existentes.
Nesta primeira fase de construção, mais de 2 mil trabalhadores asseguram o avanço destas obras grandiosas, que vão desencravar o Nordeste Transmontano. Recorde-se que a concessão Douro Interior, que representa um investimento na ordem dos 700 milhões de euros, engloba o IP2, vai ligar Vale Benfeito (Macedo de Cavaleiros) a Celorico da Beira (Guarda), numa extensão de 111 quilómetros, e o IC5, com uma extensão de 131 quilómetros, entre o Alto do Pópulo e Duas Igrejas (Miranda do Douro).
Ao todo são 242 quilómetros de estrada, com características de itinerários principais e complementares, que vão tornar mais cómoda a viagem dos automobilistas que optarem por viajar nestas vias.
No entanto, durante as obras, os condutores vão ter que contornar alguns obstáculos e ter paciência para superar os transtornos causados pelo movimento de camiões e pelo corte de troços, que vão obrigar a alguns desvios. No caso do IP2, por exemplo, o tráfego será desviado pela EN102, apesar dos trabalhos estarem calendarizados gradualmente, de forma a minimizar a perturbação ao tráfego.
No terreno, os trabalhos prosseguem de dia e de noite, para que os primeiros troços do IP2 e do IC5 possam abrir ao trânsito até ao final do ano. Segundo as informações avançadas pelas Estradas de Portugal (EP) ao Jornal NORDESTE, o primeiro troço concluído do IP2 será entre Trancoso e Celorico da Beira, no distrito da Guarda. Já o IC5 vai ser estreado entre Murça, onde entronca com a futura A4, e Carlão, no distrito de Vila Real.

Túnel em Bornes e ponte sobre o rio Tua são as obras de arte de maior envergadura do IP2

Apesar dos transtornos normais causados pelas obras, a empresa pública garante que “existe o cuidado de realizar os trabalhos nocturnos em zonas de nula ou reduzida densidade populacional”.
Quanto à segurança dos trabalhadores envolvidos nestas empreitadas, a EP garante que está a ser cumprida a legislação em vigor e que os operários têm recebido formação em segurança e higiene no trabalho, de forma contínua e intensiva, desde o início da obra. No entanto, as obras do IP2 já causaram a morte a um trabalhador, que terá sido colhido por uma máquina.
A grandiosidade das obras que estão no terreno é traduzida pelo número de equipamentos envolvidos nos trabalhos, pelas quantidades de materiais e movimento de terras e pelas obras de arte que estão a ser construídas (ver caixa). Destaque para o túnel que vai ser construído em Bornes, bem como para a ponte sobre o rio Tua, com 140 metros de altura, 500 metros de comprimento e 2 220 metros de vão principal.
O número de trabalhadores também vai duplicar no pico de construção, prevendo-se que, nesta fase, estejam mais de 5 mil pessoas a trabalhar na obra, 60 por cento dos quais oriundos do Nordeste Transmontano.
Com conclusão prevista para 2011, o IP2 e o IC5 poderão não ser comprometidos pela crise económica, visto que, segundo a EP, “o financiamento resulta de um contrato alocado especificamente a esta concessão”.

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