Cogumelos soltam maus cheiros
Questionado pelo deputado Agostinho Lopes, do PCP, sobre os “problemas ambientais causados pela Sousacamp”, o Governo informa que “tem acompanhado o assunto, designadamente através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN)”.
O MA realça que, perante o parecer consultivo solicitado em Maio do ano passado, no âmbito do processo de licenciamento do projecto da Sousacamp que decorre na Câmara Municipal de Vila Flor, foram identificadas as áreas com potenciais incidências ambientais de maior relevo, que não estavam identificadas no documento apresentado pela empresa. A falta de um local próprio, nomeadamente uma área impermeabilizada, coberta e munida de sistema de retenção de eventuais escorrências, para deposição do material resultante da substituição do substrato para a produção de cogumelos, até à sua expedição para destino final, bem como de condições adequadas de acondicionamento, de modo a evitar a contaminação do solo, águas subterrâneas ou superficiais, bem como a minimização de odores e proliferação de insectos foi a principal falha detectada no projecto. Até então, a Sousacamp depositava o material resultante da substituição do substrato para a produção de cogumelos nos terrenos envolventes às suas instalações, uma situação que tem que ser corrigida.
Aumento da produção da
Sousacamp levanta questões
ambientais que têm que ser
minimizadas pela empresa
Além disso, a empresa também não especificou o destino final autorizado e compatível com as características do material resultante da substituição do substrato para a produção de cogumelos.
Ao projecto faltava, ainda, a caracterização das emissões para a atmosfera provenientes da queima de biomassa nas duas caldeiras existentes na empresa.
Dos esclarecimentos solicitados pelo deputado comunista também fazia parte a questão da possível contaminação das águas, à qual o MA garante que perante os factos verificados, no âmbito de uma visita efectuada à empresa, “não é previsível que ocorram descargas de águas residuais que possam pôr em causa a qualidade das águas superficiais e subterrâneas”.
Recorde-se que a Sousacamp assinou, em Maio do ano passado, na presença do primeiro-ministro, José Sócrates, dois contratos de investimento, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), para aumentar, de 6 para 28, o número de túneis de produção de substrato.