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“Livrai-nos de todo o mal”

“Livrai-nos de todo o mal”
  • 18 de Maio de 2010, 11:17

Apesar do número de participantes ser algo reduzido, cerca de 1 dezena de motas e, talvez, o dobro a fazer-se deslocar noutras veículos, o programa do Dia do Clube foi cumprido quase na totalidade e os poucos a comparecerem valeram por muitos.
Assim, a partir das 16 horas, os associados começaram a chegar à sede do clube, donde arrancariam para a missa na Igreja da Sé, às 18 horas. No final da missa celebrada pelo Padre Sobrinho, os motards entregaram várias oferendas impregnadas de simbolismo. “Vimos trazer alguns objectos que do dia-a-dia nos proporcionam segurança e bem-estar. As motos, de quem tanto gostamos, proporcionam-nos momentos de lazer e convívio com pessoas de todo o mundo. Senhor, fazei com que as nossas concentrações promovam a amizade, a concórdia e o espírito de fraternidade entre todos nós”, foi anunciado em princípio de discurso.
As primeiras oferendas levadas ao altar foram um capacete e um fato, enquanto se pronunciava, “dão-nos segurança e protegem-nos dos perigos e obstáculos dos caminhos que percorremos com as nossas motas. Protege-nos Senhor das quedas que, eventualmente, possamos dar nas estradas portuguesas e ao longo da vida. Ajudai-nos a levantar e a seguir em frente”.

“20 anos de lutas, de muitas alegrias e, também, de algumas tristezas! O Clube deixou a juventude para ser adulto”, Francisco Vara, sócio-fundador

As flores representaram a terceira entrega. “As flores são o que de mais belo tem a natureza, oferecem-se a quem se ama. Aceitai Senhor estas flores e com elas o nosso Amor”. “O pão e o vinho reconfortam o viajante sedento e faminto. Nós te pedimos Senhor que sacieis a nossa fome e a nossa sede nesta viagem em busca da verdade”, foram as duas oferendas seguintes. Por fim, uma vela acesa, que “simboliza a luz que afasta as trevas e nos guia pela escuridão, que nos mantenha por caminhos rectos em busca da verdadeira felicidade”.Após a entrega simbólica das várias oferendas à Igreja Católica, as motas estacionadas na Praça da Sé foram benzidas pelo clérigo, bem como os seus condutores. Em seguida, o ramo de flores que seria para colocar num troço do IP4, em homenagem aos falecidos, por causa da chuva, acabou por ficar na sede do Clube, para onde os motards se dirigiram de imediato, após a missa. “De momento, o ramo vai ficar na sede até o colocarmos noutro lado, também para lembrarmos os falecidos e pedir a todos, sem excepção, que não façamos parte desta lista e que Deus nos deixe andar cá durante muito tempo”, foi o desejo maior expresso pelo presidente do Moto Clube, Francisco Vara.
De salientar, um presente oferecido por Paulo Rodrigues, que brindou o Clube aniversariante com um capacete pintado por si. “Apesar de não ser motoqueiro, admiro-os por aquilo que eles fazem e por aquilo que andam”, revelou este fã de Gimonde.

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