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Verão propício a incêndios

Verão propício a incêndios
  • 18 de Maio de 2010, 10:36

A Protecção Civil prevê um Verão muito quente, semelhante ao de 2003, pelo que os meios estão preparados para fazer face a um risco elevado de incêndio.
“Há uma grande quantidade de combustíveis finos acumulados, como é o caso das ervas, que são cortadas e crescem rapidamente, pelo que temos que nos preparar para o pior”, realçou o comandante distrital da Protecção Civil, Melo Gomes.
Este ano, mantêm-se as cinco fases de alerta ao longo do ano, mas a fase Delta vai contar com mais 15 dias do que o ano passado, estando prevista entre 1 e 31 de Outubro, tendo em conta o prolongamento dos meses quentes de Verão.
Apesar das chuvas terem evitado incêndios em Março, que, em anos mais secos, é um mês problemático para os bombeiros, a Protecção Civil prepara-se para o pior cenário nos meses quentes de Verão.
Para tal, a aposta na prevenção é fundamental e passa, essencialmente, pela sensibilização das populações. “É importante que as pessoas façam a limpeza das ervas e arbustos, principalmente, junto às casas”, alerta Melo Gomes.
Quanto à operacionalidade dos meios em caso de ocorrências, o responsável garante que o meio aéreo consegue chegar em 15 minutos ao teatro de operações nos locais mais distantes (a mais de 50 quilómetros). No entanto, a mobilidade de meios também vai permitir que, por exemplo o helicóptero estacionado na Mêda (distrito da Guarda), venha combater incêndios ao concelho de Carrazeda de Ansiães.

Meios aéreos preparados para chegar ao teatro de operações em 15 minutos aos concelhos mais distantes

Já o governador civil de Bragança, Jorge Gomes, realça que apesar da crise o importante é poupar na área de floresta ardida e não nos meios a colocar no terreno.
Quanto às previsões meteorológicas que indiciam um risco de incêndio elevado, o responsável garante que combater o flagelo dos incêndios depende de todos. “Estamos preparados para ter um ano difícil, que depende, acima de tudo, do nosso comportamento, que pode torná-lo muito mais fácil”, acrescentou Jorge Gomes.
Os reacendimentos também são uma preocupação para o governador civil, que defende que um incêndio deve ser atacado do início ao fim. “As operações de rescaldo são fundamentais, porque um reacendimento, por norma, é tão perigoso ou mais do que o próprio incêndio e é um esforço redobrado”, realça o responsável.
Recorde-se que no ano passado arderam 9 mil hectares, devido aos grandes incêndios registados no mês de Março, mas as previsões apontam para que, este ano, tenhamos um Verão quente e seco como em 2003 e 2005, em que arderam 12 mil hectares.

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