Adega de Freixo lança novos néctares
Após este primeiro passo, a adega lançou, pela primeira vez, uma marca de vinho, a “Montes Ermos”, branco e tinto, que se tem tornado competitiva na Região Demarcada do Douro e no mercado vitivinícola nacional.
“Conseguimos atingir os nossos objectivos, já que vendemos todo o vinho que produzimos no mercado nacional e ainda não sentimos necessidade de recorrer ao mercado externo ”, afiança o presidente da ACFEC, José Santos.
Os números não enganam. Actualmente, a adega está a produzir cerca de um milhão de litros de vinho de mesa. A esta produção juntam-se cerca de dois milhões de litros de vinho generoso, a quantidade autorizada pelo Instituto do Vinho do Douro e Porto.
Adega de Freixo de Espada à Cinta vai ser ampliada com a criação de um espaço de envelhecimento de vinhos e um parque para armazenar equipamentos
A adega está, actualmente, a produzir vinhos brancos e tintos de consumo corrente, bem como outros néctares mais elaborados, que ostentam a chancela de Reserva e Grande Reserva.
“Este trabalho não tem sido fácil. Há bastante despesa, mas também há retorno e temos estado a cumprir os nossos compromissos com os produtores e com as empresas que colocaram os equipamentos iniciais, que permitiram que a adega atingisse este patamar de sucesso ”, enaltece o responsável.
Continuando na senda da modernização, a ACFEC está a preparar um investimento que ronda os 1,5 milhões de euros, comparticipados por fundos do PRODER.
“Este investimento vai implicar uma ampliação da adega para a zona industrial, onde ficará instalado um espaço fresco destinado ao envelhecimento de vinhos e um parque para armazenar equipamentos”, afirma José Santos.
Dentro das novidades, a adega freixenista vai colocar no mercado dois novos néctares: o vinho monocasta branco “Montes Ermos”, já apelidado de “Códega do Larinho”, que resulta de uma casta predominante na região duriense de Freixo de Espada à Cinta, que ostenta aquela designação no meio vitivinícola.
“ É vinho fresco, que se está a vender bem, apesar do preço ser um pouco acima da média. Foram engarrafadas 6.500 garrafas deste néctar. Outra experiência passa por trabalhar um vinho através de métodos tradicionais, que entrará no mercado no início de Maio, com mais de seis mil garrafas ”, avança o responsável.
A aposta no “Códega do Larinho” é uma experiência, já que os vinhos brancos monocasta na região do Douro são praticamente inexistentes.
A marca “Montes Ermos” foi alargada a outros produtos agrícolas, como é o caso do azeite e da azeitona. Esta evolução só foi possível com a compra dos activos da CoopaFreixo, cuja operação ultrapassou o milhão de euros. No entanto, ambas as estruturas mantêm contabilidades separadas. “Com a comercialização deste produtos estamos a conseguir pagar o montante do investimento na compra daquela estrutura”, afiança José Santos.