Freixo não desiste do Europeu
A actual conjuntura económica é um dos factores que, alegadamente, poderá contribuir para que não volte a realizar-se. Na corrida há vários países do Leste Europeu que viram igualmente os seus intentos negados neste capítulo, apesar de demonstrarem interesse.
Segundo o presidente da Comissão de Motocrosse da Federação Portuguesa de Motociclismo, Alfredo Castro, cada vez mais as provas do Europeu se fecham, aparecendo ligadas a etapas do campeonato do Mundo ou a promotores de eventos e nem sempre se podem realizar provas deste género sem um promotor.
O responsável avança que, “em princípio, Freixo de Espada à Cinta vai ter de ficar pelo Campeonato Nacional de Motocrosse. A entrada no Europeu torna-se cada vez mais difícil, pois a crise económica associada ao fechar de ciclo dos promotores são factores nada favoráveis”, explicou.
No entanto, ainda há uma hipótese de realizar uma prova europeia associada às classes mais baixas que vão desde os 65 aos 85 cc.
Outro dos problemas, apesar das pista e a zona envolvente terem condições para uma prova do Europeu, é a falta de unidades hoteleiras na região para acolher todo o público e participantes que marcam presença nas iniciativas.
“Todos os anos tenho visto melhorias no traçado da pista. Em termos de circuito está bem traçado e tem condições para o público e pilotos”, afiança Alfredo Castro.
Por seu lado, o presidente da Junta de Freguesia de Freixo de Espada à Cinta, Raul Ferreira, já disse que não baixará os braços e que lutará por aquilo em que acredita, ou seja, uma prova do Europeu. “Vamos tentar fazer uma prova do nacional MX – Elite e juntar-lhe uma do Europeu em 85 cc”, exemplifica o autarca.
No entanto, não está colocada de lado uma candidatura Ibérica ao Campeonato Europeu de Motocross, através do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Douro/Duero.