Chumbo no Parlamento
A proposta foi apresentada na Assembleia da República, mas mereceu o voto contra do PS e abstenção do PSD, ao passo que BE, PCP e Os Verdes votaram a favor.
Depois de uma sessão onde os estudantes de Mirandela deram a conhecer as suas queixas relativamente à falta de condições da EsACT, os bloquistas enviaram um documento ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, em que o questionavam relativamente à criação de novas infra-estruturas daquele pólo do Instituto Politécnico de Bragança e de residências para alunos.
A EsACT integra, actualmente, cerca de 1.500 estudantes oriundos, sobretudo, dos distritos de Bragança e Vila Real, que são obrigados a frequentar aulas em locais distintos e espalhados por Mirandela, como um antigo armazém da Câmara Municipal local, um edifício arrendado à Portugal Telecom por cerca de quatro mil euros mensais. Já a secretaria e salas de informáticas situam-se no Centro Cultural Municipal.
Recorde-se que, já em 2004, o Governo assegurou que as verbas para a construção de novas instalações daquele equipamento estariam inscritas no Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), o que não se veio a comprovar.