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Resíduos do Nordeste já produz energia

Resíduos do Nordeste já produz energia
  • 23 de Março de 2010, 10:41

A informação foi avançada pelo director da empresa, Paulo Praça, no âmbito da sessão de apresentação da Agenda Regional da Energia, que decorreu, na passada quarta-feira, em Bragança.
O responsável garante que uma das apostas da empresa é a redução de consumos através da compensação.
“No ano passado, teremos emitido cerca de 2 500 toneladas de CO2, mas com os novos projectos, nomeadamente fotovoltaico, biogás e a nova unidade de valorização orgânica de resíduos, estimamos evitar a produção de 3 mil toneladas de CO2”, salienta Paulo Praça.
A grande preocupação, assume o responsável, são os milhares de litros de gasóleo consumidos pelos camiões que fazem a recolha de resíduos. “A frota de camiões consumiu, durante o ano passado, cerca de 775 mil litros de gasóleo”, constata o director da EIRN.
Na óptica de Paulo Praça, esta questão ambiental poderia ser resolvida com a inclusão da região na rede de abastecimento de gás natural para veículos. “É uma situação que depende de concessões atribuídas pela administração central”, acrescenta o responsável.
No entanto, o director da EIRN garante que o gás natural para veículos é uma solução mais económica e amiga do ambiente.

Bragança defende a criação da “auto-estrada da energia” para ver florescer parques eólicos

A par do consumo de gasóleo, Paulo Praça também considera preocupante a factura de 6, 5 milhões de euros, para o transporte e tratamento de resíduos, prevista para este ano.
No que toca à poupança de energia, a Câmara Municipal de Bragança (CMB) também pretende instalar um sistema de redução de fluxos de iluminação, para reduzir a conta da iluminação pública. “Além disso, o município consegue produzir 60 por cento da energia consumida nos edifícios públicos”, acrescenta o edil.
No entanto, o presidente da CMB, Jorge Nunes, defende a criação da “auto-estrada da energia”, para que sejam criadas condições para transportar a energia, permitindo a instalação de parques eólicos, nomeadamente na serra da Nogueira e em Montesinho.
Recorde-se que a Agenda Regional da Energia tem uma dotação orçamental de 100 milhões de euros, para a região Norte, para criar uma cultura do comportamento energético das entidades de dimensão municipal.

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