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“Portugal começa em Bragança”

“Portugal começa em Bragança”
  • 23 de Março de 2010, 10:38

O candidato à Assembleia da República direccionou a primeira parte da sua mensagem aos problemas do interior do País e enalteceu as obras estruturais que estão a decorrer na região.
Na óptica de Alegre, a construção da Auto- Estrada Transmontana, do IP2 e IC5 são um sinal de mudança, tal como a construção da barragem do Baixo Sabor. Estas obras, segundo o socialista, representam a concretização do sonho de gerações.
“O governo cumpriu os seus compromissos. É um exemplo a seguir para o combate ao isolamento, para o progresso das terras transmontanas e para o desenvolvimento global do País”, acrescenta Manuel Alegre.
Numa alusão à desertificação do Interior, o histórico socialista lembra o contributo das décadas de costas voltadas para a Europa, do centralismo, esquecimento e abandono. Por isso, o candidato a Belém lança um repto aos autarcas desta faixa do País, para serem os protagonistas do desenvolvimento económico das regiões que representam. “A economia do Interior precisa de uma verdadeira instituição regional, onde os autarcas possam pensar a nível regional e nacional e tornar-se os protagonistas do seu município, da sua região, do seu País”, enaltece Alegre.
A aposta num “novo” relacionamento com Espanha, “despido de preconceitos”, para que as relações transfronteiriças sejam um novo potencial de desenvolvimento foi, igualmente, enaltecida pelo candidato, que considera que quem ganha são as populações do Interior, mas também o País.

Mota Andrade e Aires Ferreira estão ao lado de Manuel Alegre na corrida a Belém

Em época de crise, Alegre fez, ainda, questão de frisar que “não é moralmente aceitável que, enquanto se impõe o congelamento de salários na Função Pública, haja gestores de empresas com capitais públicos que se atribuem milhões de euros de prémios e benefícios”.
Na passagem por Bragança, Manuel Alegre contou com o apoio do deputado socialista à Assembleia da República e presidente da distrital do PS, Mota Andrade, que afirmou que o político-escritor “deve ser o próximo Presidente da República”.
Também o presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e mandatário da candidatura de Alegre nas eleições anteriores, Aires Ferreira, realçou o patriotismo do candidato e lembrou que o escritor esteve presente em todos os combates democráticos.
Manuel Alegre reuniu cerca de duas centenas de apoiantes num jantar que marcou a primeira visita à capital de distrito depois do anúncio da sua candidatura a Belém.

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