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Seda na ribalta

Seda na ribalta
  • 16 de Março de 2010, 12:24

Recorde-se que a produção de fio de seda em Freixo de Espada à Cinta já teve um peso considerável na economia local. Actualmente, e fruto de algum trabalho de investigação, a AEPDA tem conseguido levar longe os seus intentos, a partir da execução de peças únicas, como as colchas de seda, uma peça que marcou a história da roupa de cama das casas mais abastadas da região e que hoje ultrapassam fronteiras, já que cada modelo é único e exclusivo. Há ainda outras, como panos de mesa, tapetes, tolhas ou écharpes, sendo que o preço de cada peça pode ir desde os dois euros até aos quatro mil euros.
“Temos participado em várias feiras de artesanato em Portugal e Espanha. Muitas vezes não há grandes vendas, mas as pessoas preferem deslocar-se à associação para assistir in loco ao fabrico das peças para depois comparar”, disse a presidente da AEPDA, Elvira Ferreira.

Associação pretende aumentar produção de casulos

No que diz respeito à matéria-prima, a criação do casulo é feita no concelho de Freixo de Espada à Cinta, já que o objectivo é aumentar a sua produção para extrair o fio da seda e, assim, se manufacturarem mais peças, uma vez que o mercado está garantido. “Já foi efectuada uma candidatura a um projecto do PRODER com vista à plantação de mais amoreiras, que são o principal alimento do bicho-da-seda e, assim, aumentar a produção de fio de seda ” explicou a responsável.
No passado, um grupo de estrangeiros do sul da Europa ainda tentou montar uma unidade de criação de bicho-da-seda. No entanto, o projecto foi abandonado, sendo que, agora, a AEPGA quer retomá-lo, já que os equipamentos estão armazenados e a ganhar ferrugem.
Com estes utensílios, vai ser possível alimentar melhor o bicho-da-seda, que necessita de comer seis vezes por dia. Todo o processo de fiação é complexo e obedece a algumas normas para que o fio não se parta, de modo a ser mais perfeito.
Dado o número de encomendas efectuadas, naquela associação trabalham 15 pessoas.
“Em Portugal, somos a única a associação a trabalhar por completo todo o ciclo da seda”, assegura Elvira Ferreira.

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