Carteiros contra horas extra
“Decidimos cumprir os horários, o que não estava a acontecer, pois temos falta de pessoas e cada um de nós andava a fazer mais do que um giro que é o que competia”, adiantou João Paulo, dirigente do Sindicato Nacional do Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT).
Segundo o responsável, desde o passado mês de Novembro que os carteiros são “obrigados” a trabalhar mais horas, que não são remuneradas, uma vez que não há funcionários suficientes para assegurar toda a distribuição.
Contudo, e depois da reunião, os funcionários do CDP – Bragança dos CTT não voltam a fazer mais horas suplementares, o que, na óptica de João Paulo, irá prejudicar o bom funcionamento do serviço.
“Se cumprirmos rigorosamente o horário, a distribuição será afectada, porque nos falta pessoal nos quadros e, a partir de Maio, se a situação se mantiver, será ainda pior, porque começa o período de férias”, acrescentou o dirigente.
Para contornar a “falta de funcionários”, o CDP de Bragança tem recorrido a empresas privadas, que têm a seu cargo parte da distribuição postal.
“Já há três giros agenciados, mas não concordamos muito com isso, pois não dá uma boa imagem à empresa. Acreditamos que seria melhor se o serviço fosse executado por carteiros internos”, sublinhou João Paulo.