O peso da tradição
Por lá será possível encontrar diferentes tipos de artesãos, oriundos de outras tantas cidades, cujas especialidades passam por vestuário, madeira criativa e tradicional, filigrana em prata, arte sacra, licores, faiança pintada à mão, vitral, bazar, brinquedos, e tantas mais.
Na opinião do presidente da autarquia moncorvense, Aires Ferreira, o programa da Amendoeira em Flor deve ser equacionado. Uma das alterações poderá ser na animação musical nocturna dos fins-de-semana. “Penso que não se justifica, pois, hoje, em dia, grande parte do turismo da Amendoeira não dorme, regressa. Ou seja, estamos a gastar dinheiro numa animação, essencialmente destinada aos residentes. Mais lógica teria fazermos essa animação no sábado e domingo à tarde. Mas estamos com esse peso da tradição!”, releva o edil.
Parte da solução para a reformulação do programa da Amendoeira em Flor poderá passar pelo futuro Centro de Artes e Eventos, um investimento de 2,5 milhões de euros, que permitirá realizar os espectáculos em recinto coberto, atraindo mais pessoas a Moncorvo.
Futuro passa
Centro de Artes e Eventos
“Não temos espaços cobertos onde possamos proporcionar um espectáculo que não seja ao ar livre. Dessa forma, o frio e a chuva, no mês de Fevereiro, acabam por afastar o público. Quando conseguirmos realizar esses espectáculos em recintos cobertos, haverá mais procura e, aí sim, poderemos reformular todo este programa da Amendoeira em Flor”, anuncia Aires Ferreira.
No mesmo dia abriu a exposição de desenho e pintura “Sem Escola, nem Escala”, com cerca de 30 trabalhos de Gomes da Rocha, no Centro de Memória de Torre de Moncorvo.
Mais tarde, a Biblioteca Municipal acolheu a apresentação do livro “Na Intuição do Tempo”, de António Sá Gué. Este escritor, nascido em Carviçais, presenteia-nos um romance alegórico que demonstra as angústias vividas pelo cidadão comum e questiona os caminhos seguidos pela humanidade, numa metafórica viagem de comboio.