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“Deixem-nos sonhar”

“Deixem-nos sonhar”
  • 9 de Fevereiro de 2010, 11:09

O jogo decisivo será no campo da Ponte, em Braga. Mas, para que isto fosse possível, era necessário não perder com o gigante V Guimarães. Parecia impossível, porque a turma do Minho entrou forte e decidida a puxar de vários galões, como o melhor ataque (soma 72 golos) e a melhor defesa (apenas 3 golos sofridos em 20 jornadas). Muito à vontade, os vimaranenses pareciam certos da vitória. Futebol rápido, fluído e os blocos muitos fortes, com muita pressão sobre um Bragança nervoso e a olhar para a pior tarde da sua caminhada nesta prova. Por isso, foram várias as oportunidades da equipa visitante e, acima de tudo, deram pela infelicidade de Saraiva, lateral esquerdo do Bragança, fácil de ultrapassar e com excesso de nervos.
Com o golo vimaranense caía um terramoto sobre a equipa. Só o intervalo poderia dar uma lufada de ar fresco. Surpreendente entrada de António e, mais tarde, de Dí Maria, mudou o rumo da partida e só deu Bragança. Ainda se sonhou com a vitória, mas seria muito injusto o Vitória perder este jogo pela grande primeira parte que fez. Golo do Bragança saiu de uma grande jogada entre Luís Lisboa, Dí Maria e, finalmente, Ivo a marcar um golo de bandeira. Mereceu esta honra o miúdo que veio do Mãe d` Água, onde jogava em toda as posições. O campo do CEE viveu uma tarde de glória e, agora, “deixem-nos sonhar”. Nem se deu pelo juiz da partida.

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