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População contesta IC5

População contesta IC5
  • 2 de Fevereiro de 2010, 10:28

De acordo com o projecto da obra, ao qual o jornal NORDESTE teve acesso, há dois caminhos, com cerca de 6 quilómetros, que poderão vir a ser cortados, impedindo a circulação de veículos e máquinas agrícolas, bem como o acesso a estábulos e armazéns.
Estes caminhos agrícolas servem, ainda, antenas de telecomunicações, postos de vigia da Autoridade Nacional de Protecção Civil, miradouros e um santuário. Acresce que dificultar as duas entradas na serra pode ameaçar uma das mais importantes manchas de floresta do concelho, uma situação que já levou o comando dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro comunicar o risco à Junta de Freguesia.
Esta situação foi despoletada numa altura em que as máquinas se encontram no terreno para iniciar os rompimentos do IC5, no troço entre Mogadouro e Miranda do Douro.
Os 20 proprietários defendem a construção da via rápida, mas ninguém está disposto a abdicar do direito aos acessos às propriedades, pelo que exigem diálogo com as populações.
“Caso da situação não se resolva, vou utilizar todos meios legais para impedir o avanço do traçado naquela zona”, avisa o presidente da Junta de Freguesia de Mogadouro, Francisco Lopes, acrescentando que as Estradas de Portugal (EP) já estão ao corrente do problema, ao qual prometem responder brevemente.
Caso a resposta seja negativa, não está afastada a hipótese de interpor uma providência cautelar, de modo a suspender as obras até que os interesses dos agricultores fiquem salvaguardados.

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