Ministro admite atrasos
António Serrano salientou, ainda, que o Governo não vai activar a medida de apoio, inserida no PRODER, para ajudar os agricultores transmontanos a ultrapassar os prejuízos provocados pelo mau tempo do último mês, ao contrário do que aconteceu com a região do Oeste. Segundo o responsável, “essa medida é de carácter excepcional, pelo que só pode ser usada em caso de catástrofe natural de grande amplitude, que abranja uma região e que implique uma destruição muito significativa do potencial produtivo num conjunto de culturas”.
Para a situação do Nordeste Transmontano, o governante fez saber que os agricultores terão que se precaver com seguros, porque o Ministério da Agricultura não tem “capacidade de apoiar a perda de rendimento associado à perda de colheitas”.
António Serrano assumiu, ainda, a responsabilidade no atraso do pagamento aos agricultores, referente a 2009, mas manifestou a sua convicção que será possível fazer os pagamentos até Fevereiro. “O Ministério não conseguiu ter a programação da campanha, de modo a permitir fazer os controlos atempadamente”, justificou o ministro, garantindo que a situação não se voltará a repetir.