Graça Morais retrata Senhora da Assunção
A artista renovou, mais uma vez, parte do seu espólio patente no Centro de Arte Contemporânea de Bragança, optando por um tema que a reporta à infância e com muito significado para o povo transmontano.
A mostra, aberta ao público no passado sábado, vai estar patente até 30 de Março. Dezenas de desenhos, quatro telas de grandes dimensões e algumas formas em cera compõem esta exposição alusiva à religiosidade.
Presente na inauguração da mostra, a pintora Graça Morais contou que, já adulta, voltou a visitar a procissão e pôde apreciar o significado de cada momento para as pessoas. “Cada vez sinto mais que há uma identidade transmontana, que tem muito a ver com o lado pagão, com as tradições, mas também com a religião católica e esse sentimento de crença e de promessa sente-se de uma forma muito emocionante e, até, dolorosa nesta procissão da Senhora da Assunção”, realçou a artista.
Luís Melo regressa às origens para mostrar o seu percurso artístico
Este sentimento é transmitido aos visitantes através da exposição de Graça Morais. “Tentei fazer uma série de desenhos e uma grande tela em que essas figuras são protagonistas desse espaço religioso de uma beleza rara, que merece ser visitado”, vincou a pintora.
No mesmo dia também foi inaugurada a exposição “Read my Lips – O resto da História”, do artista brigantino Luís Melo.
O autor afirma que há várias mensagens subjacentes aos seus quadros, onde a principal característica são os olhares das figuras representadas na tela. “Quando estou a pintar não me preocupo com a mensagem. Nesta primeira sala acabam por fazer o percurso de 10 anos de trabalho. Na sala grande são telas marcadas pelos olhares”, explica o artista.
A exposição de Luís Melo também termina a 30 de Março.