Guarda-redes em grande
A primeira parte foi lenta, apesar de muito bem jogada e tacticamente irrepreensível. Ambas as equipas procuraram o golo, mas com demasiadas cautelas para não serem surpreendidas. Proporcionaram excelentes momentos de futebol de bonita arquitectura colectiva e excelentes níveis técnicos individuais, em que o 0-1 castiga a pontaria dos avançados e premeia as exibições dos goleiros.
No regresso do descanso, esperava-se que as equipas pudessem arriscar um pouco mais.
O Mirandela jogou para a tranquilidade e o Marinhas para tentar contrariar o prejuízo mas nada se alterou tacticamente em relação à primeira etapa. Especiais cautelas para não errar e depois esperar que o adversário errasse para marcar e concretizar os objectivos.
Só que das intenções não se passou porque a organização defensiva estava perfeita. No meio terreno não havia linhas de passe e muito menos de penetração de parte a parte, por isso o jogo foi muito mais lutado que jogado.
Resultado e vencedor justos pela produção global.
O Mirandela conseguiu alguma supremacia e Norinho voltou a ser grande ao defender mais um castigo máximo, ainda que na recarga tenha dado o golo do Marinhas.
Quanto aos árbitros, um trabalho tranquilo com qualidade, em que o lance da grande penalidade foi a excepção que confirmou a regra.