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Comerciantes de Bragança burlados

Comerciantes de Bragança burlados
  • 2 de Dezembro de 2009, 10:36

Tudo começou por volta do passado dia 13 do corrente mês, quando este indivíduo, oriundo do Fundão, se apresentou em vários estabelecimentos da cidade de Bragança como membro da Federação Portuguesa de Ciclismo, mostrando, inclusive, um cartão para o efeito. Também dizia ser alferes da GNR e filho do coronel Antunes quando era preciso convencer os mais clientes mais difíceis.
A proposta era simples e requeria apenas um “financiamento” de 25 euros. Supostamente, iria ser organizada uma prova a contar para o campeonato nacional, onde seria necessária alguma publicidade. A troco da quantia supra mencionada, e com direito a recibo forjado com o logótipo da federação, o patrocinador teria direito a uma tarja publicitária na prova, que no final reverteria para o estabelecimento. Aos olhos do patrocinador, o esquema poderia “seria um bom negócio”, pois essas tarjas ou outdoors podem custar mais do que 25 euros.
Consumada a burla, Alexander Montosa continuou a frequentar o Cheers Bar e, numa das muitas conversas com o proprietário do estabelecimento, falou demais. Esse “descuido” foi motivo suficiente para Cristiano Correia se dirigir à PSP, onde ficou a saber que o indivíduo já foi alvo de investigações, na sequência de semelhante burla em Vila Real. Instalado na Pousada da Juventude, o seu quarto já havia sido matéria de busca, mas nada foi encontrado que o pudesse incriminar. Na segunda-feira passada, conseguiram capturar o indivíduo que foi sujeito a interrogatório, mas posto em liberdade. Pensa-se, neste momento, que terá abandonado a cidade, depois de ter burlado estabelecimentos como a Casa Gil, Moto Morais, Metro, Moda Café, J.P., entre outros.

Federação Portuguesa de
Ciclismo confirma queixas

O Jornal Nordeste, em conversa com Delmiro Pereira, vice-presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, afiança que, este indivíduo terá feito o mesmo em localidades como Espinho (Setembro), Ovar (Outubro), Vila Real, Chaves e Bragança. “Pressuponho que seja o mesmo sujeito pelos relatórios dos recibos, todos com sede no Porto, e pelas características da própria corrida. Excepto em Chaves, nas outras localidades temos casos concretos, de pessoas ou empresas que me ligaram”, relata Delmiro Pereira.
Segundo o dirigente, estão em prática vários crimes graves, desde falsificação de documentos até ao uso indevido de nome. “Não podemos permitir que haja alguém, em nome da Federação, a extorquir dinheiro às pessoas. Este processo connosco não vai parar, os papéis foram entregues ao advogado e uma queixa formal será apresentada”, adianta o vice-presidente, mas sem grandes esperanças. “Não acredito que o burlão seja preso”, confessa.

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