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Grijó e Vilar do Monte à espera dos corços

Grijó e Vilar do Monte à espera dos corços
  • 24 de Novembro de 2009, 11:10

A existência de vários exemplares de diferentes idades é inquestionável, perante as pegadas que se conseguem identificar no solo. “Este local tem óptimas condições para a caça maior”, realça Raul Fernandes.
A densa vegetação proporciona esconderijos perfeitos para os animais de maior porte. Por isso, a ACGVM construiu um cercado, com 35 hectares, para a reprodução de corços, que visa o repovoamento daquela zona de caça.
Após a aprovação do projecto, a associação deparou-se com um problema quando tentou adquirir os corços para povoar o cercado. “Deparámo-nos com um decreto-lei que proibia a introdução de corços oriundos de outra região. Não havendo cá criadores, estávamos perante uma situação complicada e o cercado esteve inactivo durante vários anos”, conta Raul Fernandes.
Actividade cinegética assume um papel importante na dinamização do Mundo Rural
Esta situação levou à realização de um estudo sobre o padrão genético dos corços a Norte do rio Douro, sobre o qual ainda não se conhecem resultados. Há dois anos foi dado um novo passo para o repovoamento do cercado, com a assinatura de um protocolo entre a ACGVM e a Autoridade Florestal, em que esta entidade se propunha disponibilizar 12 animais (9 fêmeas e 3 machos). “Até ao momento só nos foram cedidas duas fêmeas e não estou muito confiante que o protocolo seja cumprido, porque também não há animais nos cercados da Autoridade Florestal de onde estava previsto virem os animais, como é o caso de Nogueira (Bragança)”, conta o dirigente.
Com a reprodução de corços encravada, a ACGVM levou por diante as outras acções previstas no projecto, nomeadamente a dinamização de actividades ligadas ao turismo de natureza, acções pedagógicas junto da comunidade local, bem como a melhoraria das condições para a caça menor. “Efectuámos a limpeza de mato, sementeiras e criação de pontos de água, arranjo de caminhos e a construção de observatórios na serra”, enumera Raul Fernandes.
A gestão sustentada daquela zona de caça é a prioridade da ACGVM, que aposta na criação de condições para a actividade cinegética. “Queremos garantir sementeiras de 400 em 400 metros e pontos de água de 300 em 300 metros, dando condições à caça para se poder reproduzir”, sublinha o dirigente.
Nesta perspectiva, a caça assume um papel importante no desenvolvimento do Mundo Rural. “Ainda este ano desbastámos 14 hectares em que os agricultores não têm que pagar nada”, realça o responsável.
A actividade cinegética foi, ainda, o mote para a construção de um pavilhão multifunções na aldeia de Grijó, aberto à comunidade.
Na óptica de Raul Fernandes, a caça assume, igualmente, um papel importante no turismo da região.
“A caça bem gerida e bem ordenada pode ser uma oportunidade turística para a região, como já o é noutras regiões do País”, concluiu Raul Fernandes.

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