Cultura em docência transmontana
No dia 11, decorreu outra das iniciativas, sempre muito concorridas, desta feita no Teatro Municipal de Bragança, que recebeu o Sarau Comemorativo dos XX anos da Casa do Professor de Bragança. Recorde-se que o aniversário já foi festejado a 26 de Abril, dia em que a CPB foi fundada, corria o ano de 1989. O anfitrião, o professor Jorge Guerra, iniciou as hostes com um breve, mas profundo discurso, onde agradeceu a todos os docentes que marcaram presença e aos que têm contribuído para o sucesso de uma casa cultural e recreativa que se tem distinguido entre outras.
Seguiu-se uma entusiasmada actuação do Grupo Etnográfico da CPB que incluiu um vastíssimo reportório, onde impera o “genuíno Cancioneiro do Nordeste Transmontano”. Sob a direcção artística de Higino Fernandes, constituiu-se em 1994, e tem sido perseverante, desde então, na divulgação da música popular portuguesa, inclusive, no estrangeiro. Também assinalou presença, no Sarau, a Casa do Professor de Macedo de Cavaleiros, considerada por todos os professores como “uma irmã”.
Há seis anos a comandar o destino da CPB, Jorge Guerra, em entrevista ao Jornal Nordeste, caracterizou este dia como “especial”. “Programámos, para este ano, uma homenagem aos sócios fundadores e realizámos uma exposição com peças feitas, ao longo de duas décadas, pelos nossos professores dos ateliers, onde cada um apresentou o seu artefacto. Isto para além do Sarau, que é a festa final colmatada com música”, recordou o presidente.
A pedra basilar desta associação defende, conforme o artigo terceiro, “a formação e valorização profissional, pessoal e cultural, bem como o estreitamento de laços de amizade e camaradagem”. Na sua existência, a Casa do Professor de Bragança tem contribuído, de sobremaneira, para a exaltação cultural da região de Trás-os-Montes, bem como das competências artísticas dos seus professores. “Trabalhamos com cultura e divulgamos cultura”, refere Jorge Guerra.
No campo artístico, estão disponíveis até Dezembro e de forma gratuita, os ateliers de pintura em tela e pintura em cerâmica, trabalhos em estanho e manualidades, que retomaram a sua actividade.
Também o célebre contador de histórias, o professor Carlos Genésio, autor de três livros infantis que ofereceu à CPB, está “sempre pronto” para encantar os pequenos das nossas escolas, visando acções pautadas pelo conto, engrandecendo-o. “O meu contributo tem sido valioso para as crianças. Percorro o distrito há mais de 10 anos e elas adoram estes contos e a forma como os interpreto”, revela o autor. O Livro dos Netos foi a sua última criação, na qual contou com a participação dos seus seis netos.