Região

Castanha aliada ao vinho em Carrazedo de Montenegro

Castanha aliada ao vinho em Carrazedo de Montenegro
  • 3 de Novembro de 2009, 10:39

Esta é a aposta da organização do certame para promover dois produtos de qualidade produzidos na região, que são o motor da economia local.
O salão do vinho é a novidade deste ano da Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro, no concelho de Valpaços, uma iniciativa organizada pela Junta de Freguesia, Câmara Municipal e Associação Regional dos Agricultores de Trás-os-Montes.
Fazendo jus ao ditado popular “No S. Martinho prova-se o vinho”, a Castmonte conta com nove expositores de néctares produzidos na região, que se associam aos 30 produtores de castanha. Ao todo, o certame conta com 60 stands de castanha em fruto e aplicada na gastronomia, vinhos, produtos regionais e artesanato.
Apesar da seca, o presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Francisco Tavares, salienta que houve um aumento na produção nas zonas mais altas, que compensam as perdas nos soutos situados em terrenos mais quentes.
“A produção ronda os 7 milhões de quilos, o que corresponde a um volume de negócios na ordem dos 15 milhões de euros. A castanha está a ser paga ao produtor a cerca de 2,5 euros, um montante superior ao ano passado”, realça o edil.

Confraria da Castanha de Trás-os-Montes entroniza os primeiros elementos na Castmonte

Francisco Tavares salienta, ainda, que a castanha é uma fonte de riqueza do concelho. “Vale a pena apostar neste sector e preservar os castanheiros, apesar das doenças desmotivarem os agricultores”, acrescentou o autarca.
Este ano, o bolo de castanha gigante volta a destacar-se na feira pelo seu tamanho (2 metros de comprimento) e pela sua peculiaridade. “Vai pesar cerca de 600 quilos. Não temos oportunidade de apresentar um bolo ainda maior, porque não temos fornos com capacidade”, afirma o presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, Alípio Barreira.
Outro ponto alto do certame vai ser a entronização dos primeiros elementos da Confraria da Castanha de Trás-os-Montes.
A ligação cultural à região francesa de Beynat mantém-se, mas a deslocação de uma delegação a Carrazedo de Montenegro vai passar a acontecer de dois em dois anos.
Apesar do pavilhão multiusos ter todas as condições para acolher o certame, Alípio Barreira afirma que não foi possível solicitar os pedidos de todos os expositores.
Quanto aos arranjos exteriores ao pavilhão, Francisco Tavares garantiu que, no próximo ano, aquele espaço já estará embelezado com a conclusão dos trabalhos.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin