Revolução nos soutos transmontanos
As medidas apresentadas, na passada sexta-feira, em Vinhais, envolvem investimentos na ordem dos 80 milhões de euros em toda a fileira da castanha, com vista ao aumento da área de produção e à produtividade dos soutos já existentes.
“O RefCast será aplicado no souto até à transformação da castanha, bem como na requalificação dos cerca de seis mil hectares de soutos mais velhos, de forma a prevenir doenças”, explicou o coordenador do RefCast, José Gomes Laranjo.
Aumentar em mais 12 mil hectares a área de castanheiros é, ainda, uma das principais medidas inseridas neste plano, com vista à duplicação da produção a nível nacional.
“Estima-se que, Portugal produza, actualmente, cerca de 30 mil toneladas. Contudo, com o RefCast passaria a assegurar cerca de 80 ou 90 mil toneladas, o que fará de nós o maior produtor de castanhas a nível mundial”, explicou José Gomes Laranjo.
Além do aumento de produtividade, e consequente riqueza para os agricultores, este plano será o responsável pela criação de 1.500 a dois mil postos de trabalho, bem como pela implementação de empresas de prestação de serviços nas regiões produtoras de castanha.
RefCast prevê cerca de dois mil novos postos de trabalho
“Serão constituídas empresas que ajudarão a população rural a tratar dos seus soutos, pois há cada vez mais idosos, que têm dificuldade em cuidar dos castanheiros e isso reflecte-se nas doenças e, mesmo, na produtividade”, acrescentou o investigador.
Associado ao RefCast, os propõem, também, a instalação de cozinhas regionais com vista à promoção de produtos tradicionais confeccionados à base de castanha.
“Prevemos a criação de duas unidades de média dimensão para a transformação da castanha”, concluiu José Gomes Laranjo.