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Berta Nunes perde Assembleia Municipal

Berta Nunes perde Assembleia Municipal
  • 3 de Novembro de 2009, 10:26

É com este números que a presidente da CMAF, Berta Nunes, terá que governar nos próximos 4 anos, situação que até agrada ao presidente da Assembleia Municipal de Alfândega da Fé, o social-democrata Júlio Cancela. “É saudável haver uma maioria na Assembleia que não coincide com a do executivo. Estaremos aqui para viabilizar o que for para viabilizar”, referiu o responsável, após a cerimónia de tomada de posse dos órgãos autárquicos, que decorreu no passado sábado.
Com a vitória em algumas aldeias onde a votação é feita em plenário, a coligação de direita não só conseguiu ter maioria na Assembleia Municipal, como viu Júlio Cancela ser eleito presidente deste órgão autárquico. Isto depois do PS ter vencido as eleições para a Assembleia Municipal, a 11 de Outubro, com uma diferença de 300 votos, que lhe conferiu 11 mandatos, mais um do que o PSD/CDS-PP.
Durante a tomada de posse, Berta Nunes revelou que o município de Alfandega da Fé não tem dinheiro para pagar os salários refrentes ao mês de Outubro aos 10 trabalhadores da Empresa de Desenvolvimento Integrado de Alfandega da Fé (EDEAF), que se encontra em “ falência técnica”.
“Uma auditoria pedida pelo presidente cessante, João Carlos Figueiredo, deu a conhecer a situação financeira da empresa, que começa a apresentar sérios problemas para fazer face ao pagamento dos vencimentos aos 10 funcionários”, vincou a nova presidente da Câmara de Alfandega da Fé.

EDEAF enfrenta dificuldades para pagar salários aos
funcionários

Por outro lado, a autarca deu a conhecer a situação da Alfandegatur, a empresa municipal que tem a cargo a gestão de empreendimentos turísticos, como o Hotel&SPA Serra de Bornes. “A Alfandegatur não tem um problema financeiro tão grave como o da EDEAF, mais ainda contabiliza uma dívida de que ronda os 2,5 milhões de euros”, justificou Berta Nunes.
Já a dívida da Câmara de Alfandega da Fé é superior à inicialmente prevista, cerca de 17 milhões de euros, pois acrescem 3 milhões de euros em “factory” e acordos de pagamento, além de 1,5 milhões de dívida a curto prazo, que não estavam cabimentados. Ou seja, a dívida a curto prazo ronda os 6,5 milhões de euros e, a de médio prazo, 10 milhões.
Mesmo assim, Berta Nunes garantiu que vai avançar com projectos emblemáticos, como a construção de um novo Palácio da Justiça, reabilitar a Escola EB/2-3-S, reabitar o regadio da Estevinha, as piscinas municipais e o parque de campismo.

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