Cannabis prolifera na região
Durante este período, foram detidos cinco indivíduos, com idades entre os 27 e os 52 anos. Além disso, foram identificadas outras pessoas, entre os 27 aos 56 anos, havendo mesmo um reincidente, de 27 anos. Estes números colocam o distrito de Bragança nos lugares cimeiros de apreensões de cannabis efectuadas em território nacional.
“Quanto ao perfil dos indivíduos detectados em infracção, não é possível traçá-lo de forma peremptória, uma vez que o número de pessoas envolvidas é demasiado pequeno. Seria abusivo da nossa parte estar a atribuir traços que poderão não corresponder à realidade”, explicou o major Martins Ribeiro, chefe do gabinete de relações públicas do comando da GNR, em Bragança.
De acordo com fonte policial, o distrito Bragança é uma das regiões do País onde mais plantas de cannabis foram aprendidas durante este ano, num total de 99 pés.
Segundo aquele oficial da GNR, o Nordeste Transmontano tem condições muito propícias para o desenvolvimento das plantas.
Ao que foi possível apurar, regiões como a Terra Quente e a região do Parque Natural do Douro Internacional são locais ideais para o desenvolvimento dos pés de cannabis, devido à existência de microclimas. A planta encontra algum calor e humidade, dada a proximidade de alguns cursos de água, como o rio Douro e afluentes.
Núcleos de Investigação Criminal da GNR reforçam instrução para combater tráfico
“À medida que as notícias circulam, vai-se incentivando a vontade de experimentar esta substância”, observa o oficial da GNR.
Porém, é sempre difícil para as pessoas envolvidas nestes processos de detenção e identificação assumirem que as substâncias apreendidas são para “tráfico”. Por isso, limitam-se a dizer “que são para consumo próprio” e, muitas vezes, para fins medicinais.
“As molduras penais para o tráfico e para o consumo são diferentes. Daí que toda a gente diz que é para consumo próprio. Quanto à existência de tráfico de canábis é especular sobre a matéria. No entanto, houve uma detenção onde foram aprendidos cerca de 50 quilos da substância, o que é muita coisa só para consumo ”, explicou aquele Martins Ribeiro.
No entanto, os Núcleos de Investigação Criminal da GNR têm tido “um reforço de instrução”, no sentido de combater a proliferação de cannabis.
No ano passado, a GNR apreendeu, apenas, três quilos de canábis, o que corresponde a oito plantas, tendo sido identificada uma pessoa na área de Mirandela.