Aldeia de França dividida
A situação, ainda que possível, surpreendeu a população e candidatos. “Não estava à espera do empate, pois previa que ganhasse. O trabalho feito nestes últimos anos fez-me pensar que vencia as eleições”, avançou Amândio Costa, candidato pelo PSD.
Segundo o social-democrata, “lutamos para ganharmos e conhecemos os eleitores das três aldeias, onde temos representantes, ao contrário do que foi dito”.
Já Alberto Fernandes, candidato pelo PS, adianta que este resultado “não foi uma completa surpresa, pois sabíamos que estava mais ou menos equilibrado, uma vez que temos uma relação próxima com a população, mas, mesmo assim, foi inédito”.
Para o socialista, “as pessoas já têm o seu voto definido. Contudo, devem ponderar e escolher o candidato que, na sua óptica, apresenta melhores ideias”.
Já nas eleições para a Câmara de Bragança, não houve emptae, tendo vencido o PSD com 157 votos, contra 103 do PS.
População reclama mais
investimentos para a aldeia
Em tempos, local de passagem e de visita para centenas de pessoas, França foi perdendo, ao longo dos anos, parte do fulgor que a tornava numa das mais afamadas freguesias de Bragança.
Perfeitamente enquadrada na paisagem e riqueza do Parque Natural de Montesinho, a aldeia assume uma localização estratégica devido à proximidade com a sede de concelho e capital de distrito, bem como a Espanha. A par da excepcional paisagem, França era conhecida pela quantidade de minas integradas na freguesia.
No total, eram quatro de estanho, conhecidas por Chaira da Cruz, Vale da Formiga e Portela da Lameira, três de ouro e prata, denominadas de Covas Altas, Fonte Cova e Vale do Cancelo, e outra de outro, apelidada por Pingão dos Quintais. Estruturas que chegaram a empregar centenas de pessoas das redondezas, responsáveis pelo movimento diário da localidade.
França era procurada, ainda, por um sem-número de turistas que queria conhecer o Viveiro de Trutas, actualmente abandonado para tristeza da população.