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Avenida dificulta acessos ao bairro da Mãe d`Água

Avenida dificulta acessos ao bairro da Mãe d`Água
  • 13 de Outubro de 2009, 09:33

Com esta empreitada, considerada grandiosa, os acessos ao bairro da Mãe d`Água tornam-se mais complicados, visto que quem se desloca a esta zona tem contornar várias rotundas para seguir o destino pretendido. Por exemplo, os automobilistas que se desloquem da zona da GNR são obrigados a percorrer a avenida até ao fim e virar de sentido na rotunda do shopping para entrarem no bairro da Mãe d`Água. Em alternativa, podem seguir até à rotunda do mercado e entrar na passagem desnivelada para poderem entrar no bairro da Mãe d`Água. Para sair daquela zona o cenário repete-se e os condutores continuam a ser obrigados a andar às voltas. Quem sair no sentido da avenida só pode escolher a direcção do quartel da GNR e, só a partir daqui, é que os condutores podem seleccionar o caminho mais adequado ao seu destino.
Esta situação não agrada aos moradores e aos comerciantes instalados na Mãe d`Água, que dizem estar a ser prejudicados com a reabilitação da Avenida General Humberto Delgado. “Há uma rotunda que só tem uma saída e que nos obriga a fazer meio quilómetro para entrarmos noutra rotunda e podermos virar de direcção. Isto não tem lógica nenhuma”, denuncia Luís Mónico, morador e comerciante no bairro da cooperativa.
Também Isabel Correia afirma que quem mora naquela zona ficou mais longe do centro da cidade. “Durante 32 anos, em dois minutos estávamos no centro da cidade e agora estamos aqui isolados”, lamenta esta moradora e comerciante.

Câmara garante a ordenação do trânsito dentro do bairro, mas não vai criar mais acessos à zona da Mãe d`Água

A população queixa-se, ainda, de falta de sinalização nas ruas do bairro, o que dificulta a vida, principalmente a quem não conhece. “Já me aconteceu familiares meus que conheciam bem onde moro não conseguirem cá chegar e ter eu que ir ao encontro deles”, conta Orlando Seixas, morador há 39 anos.
Luís Mónico também se queixa da falta de sinalização, que leva clientes e fornecedores a contactarem-no para saberem o trajecto para o estabelecimento comercial. “Na parte comercial estamos a perder muita gente. Isto podia ter sido resolvido com outro sistema, não era preciso ter gasto aqui tanto dinheiro”, sublinha o comerciante e morador.
Descontentes com os acessos ao bairro, os moradores já fizeram um abaixo-assinado para entregar à Câmara Municipal de Bragança (CMB).
Confrontado com as queixas da população, o vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, realça que a nova via foi construída em tempo recorde para causar menos transtornos às pessoas e salienta que os cidadãos têm, agora, que fazer ajustamentos em função da nova via. “Há rotundas para as pessoas seguirem os caminhos que pretendem”, acrescenta o autarca.
No interior do bairro da Mãe d`Água, Rui Caseiro afirma que o trânsito vai ser ordenado, de forma a responder às necessidades da população.

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