“Connosco, Argozelo terá futuro”
Jornal Nordeste (JN) – O que o levou a regressar à vida política.
Francisco Lopes (FL) – A disponibilidade e dedicação que tenho à minha terra e a vontade de dar o meu contributo para o seu desenvolvimento.
JN – Quais são os seus trunfos e argumentos para inverter o resultado nas autárquicas de 2001.
FL – Em política não há trunfos, antes propostas e ideias. Assim, irei confrontar as propostas da minha equipa com as do adversário e o povo julgará da bondade do que propomos.
JN – Que projectos vai apresentar para dignificar o estatuto de Vila alcançado por Argozelo no seu mandato autárquico.
FL – Iremos continuar o trabalho que foi interrompido, no sentido de fazer de Argozelo uma vila próspera e desenvolvida. Recusamos o fatalismo e o miserabilismo dos nossos governantes que querem asfixiar as vilas e aldeias do interior do país. Connosco, Argozelo terá futuro. O nosso programa é rico em propostas que demonstram ser viável o desenvolvimento sustentado da nossa terra.
JN – Sempre foi um defensor das minas e dos mineiros de Argozelo. Está contente com as obras levadas a cabo neste local.
FL – As obras realizadas vieram evitar os efeitos nefastos para as populações como foram as condicionantes das escombreiras. Contudo, ainda não estamos satisfeitos e tudo faremos para que a memória mineira seja salvaguardada com toda a dignidade que merece, com a construção do Museu Mineiro de Argozelo.
JN – Ainda há ex-mineiros por receber credores de salários e indemnizações após a falência da Minargol.
FL – Felizmente, posso dizer com todo o orgulho que, depois de muito esforço e diligências tomadas, consegui que os trabalhadores fossem ressarcidos de parte daquilo a que tinham direito.
JN – Acha que a Câmara de Vimioso tem feito obra em Argozelo.
FL – A Câmara Municipal tem trabalhado muito pela Vila de Argozelo. Todos o reconhecem: requalificações urbanísticas como o Largo Dr. Manuel Telles, o Largo de S. Sebastião e Zona do Calvário; as obras da “cortinha” que, embora incompletas, já permitiram, este ano, a realização das festas em boas condições; o pontão para Coelhoso e o acesso ao S. Bartolomeu; o Centro Escolar; a construção do polidesportivo, a conclusão das obras no pavilhão gimnodesportivo e a beneficiação do campo de futebol; beneficiação da extensão de saúde; requalificação do espaço das minas, entre outras, referi apenas as mais importantes.
No entanto, nos próximos 4 anos, queremos ainda mais e vamos lutar por tudo o que a nossa Vila tem direito.
JN – Se for eleito, o que pensa fazer para acabar com o problema da falta de água na vila de Argozelo.
FL – A água é um problema mundial, nacional, e obviamente concelhio. Tudo farei para defender os projectos da Câmara Municipal neste sentido, nem que, para tal, tenha que usar a força do povo.
JN – O que pensa da ausência de pessoas de Argozelo nos lugares elegíveis da Lista de José Rodrigues à Câmara Municipal de Vimioso.
FL – Argozelo tem e terá sempre a seu lado a Câmara Municipal e terá também um Presidente da Junta presente, reivindicativo, consciente das necessidades do povo e com capacidade para resolver os problemas.
“Argozelo tem e terá sempre a seu lado a Câmara Municipal e terá também um Presidente da Junta presente”
A Câmara Municipal deu, dá e continuará a dar ao povo de Argozelo aquilo que outros prometeram e nunca lhe deram. A gente de Argozelo sabe reconhecer o trabalho feito. Não fica bem ao meu adversário apresentar como obra sua feita pela Câmara e pela actual Junta de Freguesia e, simultaneamente, apregoar que a Câmara nada fez nesta terra, numa clara falta de verdade e respeito pelas instituições.
JN – Acha que a sua candidatura à Junta é um prémio por não ter sido convidado a integrar a lista do PSD à Câmara Municipal de Vimioso.
FL – A minha candidatura à Presidência da Junta de Freguesia de Argozelo resulta do convite que o meu partido me fez e do facto de eu ter o gosto em aceitar este desafio. Não ando à procura de lugares. A minha candidatura é unicamente por Argozelo e pelos Argozelenses. Nunca pedi, nem a minha vida profissional me permitia ser candidato nas listas à Câmara Municipal. Não quero acreditar que o meu adversário seja candidato à Junta de Argozelo pelo facto de não ter conseguido impor a sua vontade de se candidatar à Câmara Municipal como ele próprio tornou público.
JN – Que comentários faz acerca da recente criação da Associação Comercial de Argozelo.
FL – O Concelho tem uma Associação Comercial, Industrial e Serviços, portanto não faz qualquer sentido andarmos a dividir para reinar. O importante é unirmos esforços em defesa dos interesses dos investidores do concelho.
JN – Na sua perspectiva, quais são, actualmente, as maiores carências da Freguesia?
FL – Acho que neste momento o maior problema é o caso da Floresta da Zona de S. Bartolomeu. A Junta de Freguesia foi notificada pelo IFAP (Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas), comunicando que iria rescindir o contrato relativo a este projecto
Recordo que esta rescisão aconteceu porque o executivo de 2001 a 2005 não cumpriu a Lei dos Concursos Públicos, sendo na altura presidente o José Sena.
Por tudo isto, a Junta de Freguesia terá de devolver ao IFAP o dinheiro do projecto recebido, na importância de 229.447,03 euros, acrescida de juros no valor de 54.092,51 euros, o que totaliza 283.539,54 euros.