Obstetra de Mirandela vai ser julgada
O caso remonta a 11 de Fevereiro de 2003, altura em que o bebé nasceu com uma incapacidade de 95 por cento, devido às dificuldades respiratórias e consequente falta de oxigenação do sangue, com inerente perigo grave para a sua integridade física e até para a sua vida, provocadas pelo facto de ter ficado encravado no canal do parto e ter aí permanecido durante algum tempo.
Agora, o juiz de instrução do Tribunal Judicial de Mirandela constituiu a obstetra como arguida, dando conformidade ao acórdão proferido pelo Tribunal da Relação do Porto, em Junho passado. Esta Instância já tinha considerado procedente o recurso apresentado pelos pais da criança na sequência da decisão do Tribunal de Mirandela, em Outubro de 2008, de não pronunciar a médica em causa.
A data do início do julgamento ainda não está marcada, mas para Isabel Bragada e Mário Damasceno esta já é uma vitória, depois de uma longa luta e de duas derrotas no Tribunal de Mirandela com os arquivamentos.