Região

“Equilíbrio Regional não chega”

  • 29 de Setembro de 2009, 10:46

Na versão inicial do PROT, a cidade apenas estava considerada “Cidade/Conjunto de Cidades Regionais”, estatuto que levou o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, a encetar uma luta contra aquilo que considerou um dos maiores atentados aos interesses do distrito. “A primeira versão do PROT significaria recuar no tempo e deixaria fragilizado o território de fronteira no interior norte. Por isso, a autarquia não poderia ficar parada”, explicou o autarca.
Apesar do optimismo do edil bragançano, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano, não se conforma com este estatuto e diz que o Nordeste Transmontano merece mais. “Bragança está como Cidade de Equilíbrio Regional, mas a grande questão é que Bragança não está como cidade de interesse e de captação regional, tal como Vila Real, Porto e Braga. E aqui é que está a luta que temos que travar”, considera o edil.
Na óptica de José Silvano, “não é a cidade de Bragança que está em causa, mas o distrito de Bragança, que devido à sua proximidade com Espanha tem que ser considerado um pólo de desenvolvimento regional”.
Uma das propostas do responsável passa pela criação de um eixo de desenvolvimento Chaves-Valpaços-Mirandela-Macedo-Bragança, tal como acontece no corredor Vila Real-Régua-Lamego. “Se nos juntarmos num eixo central temos força para reivindicar centralidade regional. Senão não vale a pena, porque Vila Real está muito perto, e se for Bragança sozinha ainda pior”, defende o autarca.
Para tal, “devemos todos lutar por isso, porque se lutar só um presidente de Câmara e cada uma por si, então o distrito de Bragança não vai chegar a lado nenhum”, sustenta José Silvano.

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