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Abutres devolvidos à liberdade

Abutres devolvidos à liberdade
  • 29 de Setembro de 2009, 10:42

A acção decorreu ontem, num local tido pelos biólogos como um verdadeiro “santuário” para estas aves rupícolas, o Penedo Durão, no concelho de Freixo de Espada à Cinta.
De acordo com Davide Gomes, da Mota-Engil, a iniciativa visa, por um lado, apoiar entidades ambientais e, ao mesmo tempo, sensibilizar todos os colaboradores envolvidos nas obras de construção daqueles dois itinerários rodoviários, como forma de os alertar para importância de manter os habitats naturais das zonas que serão rasgadas por aquelas vias estruturantes para região transmontana.
“Esta é uma oportunidade para alertar os nossos colaboradores, caso lhes apareça uma ave ou outro animal ferido ou debilitado no decorrer das obras, de modo a mantê-los vivos e minimizar os impactos ambientais”, salientou o responsável.

Durante os trabalhos de construção do IC5 e do IP2 haverá uma monitorização e acompanhamento ambiental

No entanto, o técnico da Mota-Engil tem consciência de que construir poderá trazer efeitos negativos, pelo que esta acção é uma forma de compensar males maiores.
Durante os trabalhos de construção do IC5 e do IP2 haverá uma monitorização e acompanhamento ambiental de um dos grifos, de forma a analisar a população existente, uma vez que são aves muito sensíveis aos ruídos provocados pelas máquinas ou explosões.
O CERVAS – Centro de Acolhimento destas espécies, localizado em Gouveia (na Serra da Estrela) tem um espaço destinado à recuperação de aves feridas ou debilitadas que, depois de estarem em condições físicas, poderão ser devolvidas à liberdade.
Os técnicos da Mota-Engil garantiram ao Jornal Nordeste que toda a empreitada afecta à da construção da subconcessão Douro Interior Norte estaria concluída no prazo máximo de dois anos, apesar de ainda haverem alguns terrenos por expropriar.

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