Epidemia baniu Banrezes do mapa
Outrora sede de freguesia, sobre a aldeia ainda paira o espectro da epidemia que, há cerca de 150 anos, dizimou grande parte da população.
Segundo reza a lenda, o fenómeno ocorreu na sequência da lavagem de um caixão, cujos vestígios terão contaminado a água das fontes e do rio Azibo. Os sobreviventes, com medo da doença, fugiram para as aldeias mais próximas.
“Ouvi contar que, como morria muita gente, o caixão era comunitário. Decidiram, então, ir lavá-lo numa fonte onde corria muita água. As pessoas diziam que foi de terem lavado lá o caixão que os populares começaram a morrer e como tinham medo que fosse da água, foram todos embora”, recordou Helena Cavalaria, a última habitante a sair de Banzeres.
Santuário de Santo Ambrósio recebe milhares de peregrinos todos os anos
Banzeres e a sede de freguesia surgem, inevitavelmente, ligadas ao santuário de Santo Ambrósio, cujas histórias circulam de boca em boca um pouco por todo o lado.
Amélia Celas, habitante em Vale da Porca, conta que “umas raparigas iam a pé para casa quando foram surpreendidas por lobos. De repente, a porta da capelinha abriu-se para as meninas entrarem e fechando-se de seguida. Só depois dos lobos passarem e já não haver qualquer perigo, é que a porta se voltou a abrir”.
Segundo se diz, o Santo Ambrósio é, também, o responsável pela recuperação do pai do cantor Roberto Leal, que, tendo ficado cego aos 40 anos, sonhou com o santo milagroso que lhe disse para pedir a cura ao Santo Ambrósio. Nessa mesma noite, começou a ver.
Na região contam-se, ainda, muitas outras histórias e feitos que levam, todos os anos, milhares de pessoas em romaria a Vale da Porca.