Devolver a vida ao centro da cidade
Sob o lema “Jorge Gomes, consigo” o programa eleitoral dos socialistas também contempla a construção de um complexo desportivo, livros escolares gratuitos no ensino básico, a gestão eficiente dos recursos hídricos, saneamento básico em todas as aldeia e captação de investimento para criação de emprego. Outra das bandeiras é o pagamento a fornecedores no prazo máximo de 60 dias e a habitação social, “que não existe em Bragança há mais de 30 anos e é um direito constitucional”, referiu o cabeça de lista.
“Os nossos objectivos passam por humanizar a instituição Câmara, tratar os cidadãos como pessoas, ouvindo os seus problemas e não ser uma só cabeça que determine todas as decisões. Queremos envolver neste tipo de organização aquilo que são os trabalhadores da Câmara, cujo trabalho tem de ser reconhecido, pois será com eles que nós formaremos a nossa equipa, para melhor servir o cidadão”.
Jorge Gomes testemunha que, muitos dos trabalhadores camarários não estiveram presentes na abertura da sua sede de campanha, devido ao medo de represálias. “As pessoas podem exprimir a sua opinião através do voto, mas sentimos que há um ambiente de medo instalado. Connosco, esses trabalhadores terão o respeito que merecem e poderão estar, obviamente, nas campanhas eleitorais de qualquer candidato, independentemente do partido político, isto porque o presidente não se pode imiscuir nesse tipo de assuntos”, argumenta.
Para o candidato, “há uma falta de respeito evidente quando a entidade patronal exerce algum tipo de pressão, o que constitui uma quebra de liberdade”.
O mais importante, diz o cabeça de lista, “é o projecto em que estamos inseridos”. “Aquilo que queremos para esta cidade é criar uma nova centralidade, semelhante ao centro urbano que conhecíamos e que muitos de nós se lembram, em que um que funcionava como ponto de encontro. Bragança está dispersa, perdeu aquela vida nocturna interessante”, lamenta.
“Muitos dos trabalhadores camarários não estiveram presentes com medo de represálias”
Quanto aos recursos hídricos, o candidato manifesta a sua certeza no que se refere à barragem de Veiguinhas. “Connosco, já estaria concluída. Essa é uma “birrice” do actual executivo. Se não pode ter 18 metros de altura, que tenha 9, o fundamental é garantir água em algumas aldeias que, ainda hoje, se vêem abastecidas pelos bombeiros”.
Quando questionado pelo Jornal Nordeste acerca das probabilidades de vencer um adversário tão forte como Jorge Nunes, o número um socialista termina de forma irónica. “As possibilidades são as mesmas. No entanto, quando se está no poder, muita coisa ajuda. É um homem com a sua vida já estabelecida e como reformado que é, provavelmente, quer ir viver a sua reforma. Vencê-lo é uma forma de o ajudarmos a isso”.