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Natureza levada à mesa

Natureza levada à mesa
  • 4 de Agosto de 2009, 09:14

Feijões, alfaces, cenouras, batatas, tomates e cebolas, entre outros, dão o colorido natural aos hectares de terrenos cuidados, incessante e diariamente, ao longo de todo o ano.
Com uma faceta verdadeiramente empreendedora e anos depois de criar a primeira fábrica industrial de fumeiro da região, Maria Teresa lança-se, agora, na produção biológica, que promete levar o nome do concelho de Vinhais a todo o País.
“Esta região é uma das mais ricas do País, pois abrange áreas com clima quente e frio, pelo que é fértil em diversos produtos, como azeite, castanhas, vinhos, frutas e hortícolas, entre muitos outros”, adianta a empresária agrícola.
Para Maria Teresa, de 78 anos, este era um sonho antigo, próprio de quem sempre esteve ligada à agricultura e de quem deseja contribuir para o desenvolvimento de Vinhais. “A minha vida e paixão sempre foi a terra e acreditei que o concelho tem potencial, mas não há quem aproveite isso. Ficam todos à espera dos outros”, sublinha a produtora.
Assim, e depois de seis anos a lutar pelo “apoio” da Cooperativa de Vinhais, Maria Teresa decidiu, há quatro anos, deitar mãos à obra e avançar com a agricultura biológica. “Lancei-me por minha conta e risco, sem a ajuda de ninguém e agora até já tenho a certificação dos produtos”, assegura.

Sabor e qualidade dos produtos de Maria Teresa têm cada vez mais procura

Das terras que cultiva apenas com a ajuda de um colaborador, Maria Teresa colhe de tudo um pouco: cebolas, cenouras, tomates, feijões, alfaces, pepinos, pimentos e courgettes, entre muitos outros. A produção é consumida em todo o País, através de comerciantes, certames ou, simplesmente, conhecidos.
“Vendo tudo o que colho nas feiras que percorro um pouco pelo País, mas também já tenho clientes fixos que vêm comprar os produtos na minha casa”, explicou.
Para Maria Teresa, a elevada procura deve-se ao paladar à antiga e ao sabor de excelência. “Eu apanho os legumes e hortaliças já maduros, não lhes aplico pesticidas e demoram mais tempo a ficarem prontos”, justifica a empresária.
Apesar da qualidade comprovada dos produtos, a agricultora adianta que ainda não é um negócio rentável. “Tenho mais de mil euros de despesas mensais. Contudo, espero vir a crescer e a conseguir inserir os meus produtos no mercado”, salienta.
Recorde-se que os interessados podem adquirir os produtos biológicos em alguns pontos de venda que já existem em alguns estabelecimentos comerciais em Vinhais e Bragança, bem como na casa de Maria Teresa.

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