Antiguidade entranhada em Algosinho
O roteiro começa pelo local onde terá existido uma capela dedicada a Santo André, padroeiro de Algosinho. Nas rochas que brotam no solo destaca-se o conjunto de sepulturas antropomórficas, cuja silhueta humana é, ainda, bastante visível.
Continuando a viagem pelas ruelas da aldeia, encontramos aquela que é uma das mais bonitas igrejas de toda a região. Construída em granito lavrado, com traço românico do século XIII, o templo guarda antiguidades e riquezas patrimoniais, bem como alguns túmulos no pavimento. Além da rosácea da fachada, colocada por cima da porta, o monumento integra uma escada de 12 degraus que lhe dá um aspecto de cripta, fenómeno único no distrito de Bragança.
Algosinho foi o centro das civilizações romana, românica e neolítica
Conta-se que a aldeia acolheu, em tempos, 60 cavaleiros de espora dourada, que segundo José Meleiro, um habitante de Algosinho, “demonstra a riqueza de antigamente”.
Tal importância é, também, comprovada pela existência de um castelo dos Mouros, ou do Mau Vizinho, que se erguia na encosta da ribeira de Algosinho, e do qual desapareceram todos os vestígios. Supõe-se que terá servido de refúgio provisório aos habitantes de um povoado, entretanto extinto, entre aquela localidade e o Castelo.
Junto ao local erguem-se grandes rochas graníticas, como a Pedra Baloiçante, que, tal como o nome indica, mexe quando é empurrada.
A aldeia terá, ainda, acolhido outra civilização que deixou sinais da sua passagem em fragas. A estes povos pertenceria também uma fíbula de metal amarelo, bem como um bezerro, encontrado em 1876, e que terá originado procuras posteriores que levaram, segundo a população, à destruição de parte das paredes amuralhadas que restavam do castelo.