Vontade férrea para imortalizar fotografia
Para concretizar este sonho, Arnaldo foi obrigado a hipotecar a casa onde vivia, visto que os apoios que conseguiu não chegaram para transformar em museu o antigo atelier de um fotógrafo “à la minute”.
“Moncorvo é a terra do ferro e houve aqui uma vontade férrea para tentar aproveitar todo o espólio que vinha adquirindo ao longo de cerca de 20 anos”, salienta Arnaldo Silva.
O mentor do museu conta que, quando surgiu a oportunidade de comprar aquele espaço, acreditou, de imediato, que era o local indicado para mostrar ao público todo o material fotográfico que foi adquirindo ao longo da vida.
Tudo começou quando Arnaldo Silva comprou a primeira máquina fotográfica. “Foi com uma Cannon que a fotografia passou a ser a orientação para os meus passatempos, e, mais tarde, tornou-se num “vício”.
Retratos e máquinas fotográficas seculares enaltecem a história da fotografia em Moncorvo
Neste núcleo, Arnaldo juntou vários espólios, uns que foi comprando a antigos fotógrafos que pararam a actividade, e outros oferecidos por amigos que, desde a primeira hora, acreditaram no projecto. “Ajudaram-me mais ao nível da fotografia antiga, com imagens a partir de 1886, que são os primeiros retratos que se conhecem do padre Adriano Guerra”, conta.
No que toca aos espólios dos objectos fotográficos, desde as primeiras máquinas às películas, Arnaldo foi fazendo algumas compras e outros objectos até foram encontrados no lixo. “Um dia um amigo veio ter comigo, dizendo-me que havia vários objectos na lixeira de Torre de Moncorvo. Tudo aquilo que eu andei a tentar comprar numa casa de fotografia que já estava fechada sem sucesso, estava ali para ser destruído. Recuperei os objectos e hoje estão aqui”, recorda o responsável pelo museu.
No dia da inauguração do núcleo foi, ainda, lançada a revista nº 1, intitulada “Superior D`ouro.
Este espaço vai estar aberto ao público aos fins-de-semana.