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“Três meses de inferno”?

“Três meses de inferno”?
  • 14 de Julho de 2009, 08:52

A dificuldade nas previsões deve-se à ocorrência de depressões e anticiclones no Sul da Europa que não permitem afiançar com simulações fiáveis.
A época balnear, iniciada no dia 1 de Junho e com final a 30 de Setembro, pode, deste modo, estar comprometida e “deteriorar” as férias a muitos e bons portugueses.
“Nós por cá” temos variadíssimas opções, entre praias fluviais como o Azibo, piscinas como o Académico ou rios como o que corre em Soeira.
Neste ano de 2009, os concessionários das praias contam com 5.945 nadadores-salvadores, aptos para contratação e consequente vigilância das praias, um número superior ao do ano anterior.
Em Portugal, estão reconhecidas 553 praias, 226 das quais receberam o galardão de qualidade balnear da Associação da Bandeira Azul. Neste leque conta-se o Azibo (Macedo de Cavaleiros) e Congida (Freixo de Espada à Cinta). Em relação a 2008, houve um incremento de 20% no número de praias a receber a respectiva bandeira cor de mar.

Crise afecta, sobretudo, férias dos mais novos

Quanto à crise que a maioria admite sentir, numa sondagem realizada pela Marktest, quase 50 por cento dos portugueses admite que não vai alterar os seus planos de férias. Um inquérito realizado a 400 cidadãos, em Maio passado, demonstrou que 49,2 por cento dos inquiridos não vão proceder a alterações nas suas férias devido a factores económicos. Esta posição foi revelada, sobretudo, por pessoas na faixa etária entre os 55 e os 64 anos de idade.
Por outro lado, os portugueses entre os 35 e os 44 anos foram os que mais admitiram alterar os seus planos de férias (58,1 por cento). Decisão justificada, na maior parte dos casos, por motivos financeiros.
Por regiões do país, os portugueses que residem no Sul são os mais optimistas e decididos pela não alteração dos seus planos perante a actual conjuntura de crise. Em contraponto, no Norte, os sentimentos relativos à economia são de pessimismo e receio, motivo pelo qual os inquiridos ponderam mesmo alterar ou cancelar as suas férias.
Entre o leque de opções, 25,7 por cento afirmam que irão optar por férias mais económicas, 24,6% preferem optar por férias mais curtas e 15,8 por cento admitem que permanecerão em Portugal.

Bruno Mateus Filena

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