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Caminho embargado em Aldeia Nova

Caminho embargado em Aldeia Nova
  • 24 de Junho de 2009, 11:22

“Desde 2001 que o caminho fazia parte de uma promessa eleitoral da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia. Desde essa data que foi dada a conhecer à direcção do PNDI a pretensão da construção desse acesso. Como não houve uma resposta, decidimos abrir o caminho, o qual foi embargado há pouco dias”, defende o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Manuel Rodrigo.
Versão diferente apresenta o ICNB, que, numa nota enviada ao Jornal NORDESTE, fez saber que “este tipo de obra só pode ser iniciada após a aprovação pelo PNDI, o que, no caso concreto, não aconteceu, visto que não foi feito nenhum pedido para a sua realização”. Desta forma, acrescenta aquele organismo, trata-se de um acto “ilícito”. Mesmo que fosse pedida autorização, a mesma perderia validade com o novo Plano de Ordenamento, aprovado em 2005.
O autarca de Miranda afirma que vai “respeitar” o auto de embargo, o qual já foi objecto de contestação por parte do município, junto da direcção das áreas protegidas do Norte.
“ No auto é referido que o caminho foi feito com a conivência da Câmara de Vimioso, o que é uma estupidez, já que aquela autarquia, ao abrigo de protocolo entre os dois municípios, apenas, emprestou a máquina de terraplanagem”, alega Manuel Rodrigo.

Descontente com a contra-ordenação instaurada pelo ICNB, presidente da Junta de Miranda quer desanexar Aldeia Nova do PNDI

No entanto, o edil acusa o ICNB de ser “fundamentalista” pela conservação da natureza.
Descontente com a situação, o presidente da JFMD, em representação da aldeia anexa de Aldeia Nova, ameaça pedir a desanexação do PNDI, caso o ICNB proíba a construção do caminho que dá acesso a um “importante” ponto de água, situado nas proximidades da localidade.
“Já falei com um advogado para verificar os procedimentos legais relativamente ao processo de desanexação. A população está do meu lado. Tem de ser pôr um travão ao fundamentalismo do PNDI, porque estão a trepar demais”, desabafou o presidente da JFMD, Ernesto Garcia.

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