Zona de Caça Municipal de Alfândega ampliada
Depois da agregação da área de Sendim da Serra, no ano passado, a zona de caça municipal continua a crescer, estendendo-se, actualmente, por 8447 hectares.
João Morais, vice-presidente do Clube de Caça e Pesca de Alfândega da Fé, a entidade gestora da ZCPAF, justifica esta ampliação com a necessidade de ordenar o território destinado à caça no concelho. “Antes parecia que andávamos a caçar num pavilhão. O que nós pretendemos é alargar a área para os nossos sócios poderem caçar”, realçou o responsável.
Além disso, João Morais enaltece a importância do convívio entre os caçadores, que é fomentado com o alargamento das zonas de caça. “Se puderem caçar todos juntos a festa é ainda maior”, sublinha.
No concelho de Alfândega da Fé, as zonas de caça ainda se encontram repartidas pelas Juntas de Freguesia, à excepção da área que integra a ZCMAF (Alfândega, Valverde, Vilarelhos, Sendim da Serra e Vilares da Vilariça), cuja entidade titular é o Clube de Caça e Pesca. “Soeima, Gebelim, Sambade, Ferradosa e Picões ainda são geridas pelas autarquias”, exemplifica João Morais.
O objectivo do clube é continuar a ampliar a zona de caça municipal, com a integração da área de Pombal e Vales até ao final do ano. No futuro, João Morais gostaria de anexar todas as zonas que existem no concelho. “Juntar tudo traz mais-valias, quer ao nível do convívio, quer ao nível da criação de refúgios de caça”, afiança o responsável.
Caçadores dão vida às aldeias e contribuem para o desenvolvimento económico do concelho de Alfândega
Esta medida poderá, ainda, trazer vantagens para as Juntas de Freguesia que, actualmente, se deparam com muita burocracia no âmbito da gestão das zonas de caça.
João Morais salienta, igualmente, as mais-valias da caça ao nível do desenvolvimento económico do município. “Vêm muitos caçadores de fora, que dinamizam o concelho, dão movimento às aldeias e costumam ficar alojados nas escolas transformadas em unidades de turismo rural”, constata.
Recorde-se que o calendário da caça decorre de Agosto a Fevereiro, variando as espécies que podem ser abatidas pelos caçadores. O javali é o mote para a realização de duas montarias, no mês de Fevereiro, em Vilares da Vilariça.