Comércio e Indústria ignoram Dia Mundial do Ambiente
Já na parte da manhã, dedicada ao comércio, apenas compareceram seis empresários, ainda assim mais do que na parte de tarde, totalmente dirigida à construção civil.
Perante esta situação, o vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, mostrou-se “desanimado”. “Convidamos os construtores a estar aqui porque entendemos que seria de todo o interesse para eles terem conhecimento dos serviços que existem para escoarem os seus resíduos em condições legais”, enalteceu o autarca.
No entanto, Rui Caseiro não entende o facto dos empreiteiros não terem aparecido como um reflexo de falta de consciência cívica em termos ambientais. “Provavelmente acharam que já estavam esclarecidos, que não teríamos nada de novo, mas se os chamamos cá é porque tínhamos informações novas para lhes transmitir”, alega o responsável.
A importância de separar os lixos em obra para serem entregues no Eco-centro era a principal mensagem que Rui Caseiro e os responsáveis da CESPA- a empresa responsável pela recolha dos resíduos nos municípios da Terra Fria- queriam transmitir aos empreiteiros. Além disso, os construtores podem, ainda, requisitar contentores para depositar os lixos indiferenciados, que são transportados para um aterro licenciado para o efeito na zona de Chaves. A legislação que determina coimas para quem não der o destino adequado aos resíduos entrou em vigor há cerca de um ano, mas ainda há pessoas a transgredir a lei. “Ainda se vêem alguns amontoados de entulho na periferia, se bem que muito menos que há uns anos atrás. No entanto, temos dificuldades em penalizar os prevaricadores, visto que não é fácil identificá-los”, reconhece o vice-presidente da CMB.