“Uma cidade de portas abertas”
No auditório da Escola Superior Agrária, dia 22, decorreu uma palestra mas o dia mais esperado seria o seguinte, sábado, com jantar, músicas e danças africanas e uma passagem de modelos, tudo na cantina dos Serviços Sociais. Em entrevista ao Jornal Nordeste, o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, sublinha que é motivo de orgulho ter uma comunidade africana tão extensa, com cerca de duas centenas de pessoas. “Esta é uma cidade acolhedora, com um óptimo nível de vida, e um custo relativamente baixo, portanto, a integração destes alunos é fácil e esta é mais uma prova dessa capacidade de entrosamento”, declara o presidente.
Quando questionado acerca do jantar, Sobrinho Teixeira afirma, “é um momento único, onde pode e deve haver mais convívio, condimentado pelas danças africanas, é o ex-líbris da semana”. Previsto para as 19 horas, o jantar começou com duas horas de atraso, “vulgar na cultura africana”, defende o presidente do IPB que demonstra assim o seu apoio a esta iniciativa. Não tão normal, foi a ausência de Gaspar Lopes, presidente da Associação de Estudantes Africanos, na recepção dos convidados, chegando à cantina já passava das 21 horas. No dia 24, houve a passagem do filme “A nossa história”, no Auditório Paulo Quintela e no dia 25, as comemorações pereceram com música africana num bar da cidade.
BRUNO MATEUS FILENA