CAP encerra 3 delegações
Apesar da estratégia de concentração, o responsável assegura que os associados não sentirão qualquer diferença, já que os meios humanos e técnicos não serão reduzidos. “O número de pessoas é o mesmo e os profissionais vão andar no terreno por toda a região ”, sublinhou João Machado.
A par da cerimónia de abertura da delegação da CAP em Mirandela, o dirigente fez uma análise aos últimos anos na Agricultura, apontando o dedo às políticas desenvolvidas pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.
“O balanço que fazemos é muito negativo, pois foram políticas de desapoio ao Mundo Rural e aos agricultores”, acusa João Machado.
Na óptica do responsável, em causa está a “falta de meios financeiros da Política Agrícola Comum para os portugueses, o atraso nos pagamentos e a não utilização de fundos para o investimento”, entre outros.
Segundo o dirigente, ficaram por gastar milhares de milhões de euros de programas de apoio disponibilizados para Portugal, como o PRODER.
Apesar da crise que assola o sector agrícola, João Machado avança que ainda “vale a pena investir na agricultura da região”. “Os produtores podem ter esperança no futuro, pois é em momentos de crise que é necessário produzir com qualidade, estar perto dos consumidores e ter preços competitivos”, defende o responsável.