Bombeiro de Izeda
A ideia de criar um espaço para coleccionar antiguidades surgiu em 2004, quando José Fernandes angariava peças antigas para vender a um cidadão espanhol, que restaurava e realizava dinheiro em exposições. Foi aí que o soldado da paz se lembrou de fazer o mesmo, embora não restaure nem venda as peças que vai recolhendo. “Comecei a ganhar gosto pelas coisas e decidi começar a montar este espaço, mas achei que seria melhor não restaurá-las, pois perderiam o seu valor histórico inestimável”, recorda.
Volvidos cinco anos, o museu de José Fernandes está repleto de belíssimas antiguidades, desde relógios em cerâmica e ferro fundido, candeeiros em cristal, medalhas, moedas fora de circulação, material de carpintaria, artefactos militares e da construção civil. No seu espólio também se pode encontrar artigos de caça, máquinas antigas de leite e jugos portugueses e espanhóis, bem como material pertencente aos bombeiros, entre outros. “Muita coisa encontrei e fui trazendo para cá. Outras foram pessoas que sabiam que me foram dando, pois sabiam que eu tinha este gosto em coleccionar antiguidades”, explica o coleccionador.
Falta de espaço em casa impede coleccionador de aceitar ou recolher mais objectos
A recolha e as ofertas correram tão bem que José Fernandes já não pode aceitar mais objectos, por falta de espaço em casa.
Apesar de Izeda ser uma vila pequena, o museu deste bombeiro é visitado por muita gente, principalmente no Verão. “Fico muito feliz por ver as pessoas visitarem este espaço, que foi feito com muito carinho, e penso que todos notam isso. Costumo ter mais visitantes no Verão, por causa dos turistas, mas mesmo durante o ano vai surgindo sempre uma ou outra pessoa com interesse em ver as antiguidades” afiança o soldado da Paz.
Recorde-se que na vila não há nada que se pareça a este espaço, pelo que José Fernandes foi pioneiro nestas andanças, mesmo sem mendigar apoios junto das entidades competentes. Na última Feira do Folar, o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, lançou a ideia de criar um museu em Izeda, um projecto que bombeiro vê com bons olhos. “Caso seja um projecto com futuro e para se concretizar, comprometo-me a oferecer algumas peças, mas não poderei dar tudo, como é evidente, senão ficava sem nada”, garantiu o bombeiro.
A fechar, deixamos-lhe um conselho: se um dia passar por Izeda, pare e visite o museu, porque vale bem a pena.