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Bombeiros de Macedo rejeitam novo quartel

Bombeiros de Macedo rejeitam novo quartel
  • 28 de Abril de 2009, 09:17

O responsável recorda que, há cerca de um ano, os órgãos executivos da área operacional do corpo de bombeiros elaboraram um memorando, onde estavam descritas as falhas que o quartel apresentada, e exigia alterações ao projecto. O documento foi entregue à direcção da associação e ao presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros (CMMC), mas até à data nada foi feito.
Perante a inércia das entidades responsáveis, o comandante dos bombeiros realizou um inquérito junto dos soldados da paz, que, através de voto secreto, disseram que só estavam disponíveis para ir para o novo espaço, quando estivessem reunidas todas as condições necessárias para o desempenho das suas tarefas. “98 por cento dos bombeiros só querem mudar quando as alterações estiverem feitas. Só vamos para o novo quartel se os bombeiros quiserem”, garantiu João Venceslau.
O responsável lembra que a infra-estrutura foi construída mediante um projecto com mais de 10 anos, que está completamente desactualizado perante as necessidades dos soldados da paz.
“Está completamente desajustado. É um espaço acanhado, que não garante as condições que nós precisamos para trabalhar”, enfatiza o comandante.

À semelhança do actual espaço, o novo quartel também não tem vestiários condignos

João Venceslau enumerou uma série de espaços que são necessários para os bombeiros e que pura e simplesmente não existem, como é o caso dos vestiários que vão funcionar num corredor. Além disso, o responsável lembra que é preciso o aumento da central, uma sala de crise e de gestão de planeamento, gabinete de programação de serviço, gabinetes para os chefes das secções, sala de reuniões e posto médico. A criação de um parque de ambulâncias independente, sala de desinfecção, área náutica e um museu fazem, igualmente, parte da lista de reivindicações dos bombeiros.
Na óptica do comandante, ainda é possível fazer as alterações antes da inauguração do espaço, pelo que rejeita a hipótese das reivindicações dos bombeiros são serem satisfeitas. “É possível que haja alterações desde que as pessoas com responsabilidades tenham vontade de o fazer. Estamos a falar de um remendo, porque é só reajustar o que já lá está”, acrescenta o responsável.
Na assembleia esteve presente o vice-presidente da CMMC, Duarte Moreno, que disse, apenas, que os trabalhos exteriores estão em fase de conclusão, estando a inauguração para breve. O responsável não deu garantias de que o quartel iria sofrer alterações ao nível do projecto.

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