“Para que o circo nunca morra”
Regressos só possíveis porque, afirma Rui Mariani, “esta é uma terra de circo, as pessoas gostam e aplaudem entusiasticamente”.
Desta feita, os bragançanos puderam saborear os prazeres do Circo, de quinta a domingo, e foram muitas as crianças, sentadas nas cadeiras que vieram substituir as famosas tábuas de madeira, que conseguiram arrastar literalmente famílias inteiras.
Sempre atento ao que o rodeia, nomeadamente durante as performances dos seus artistas, Rui Mariani é hoje o patriarca da família, domador de felinos, fundador e actual proprietário do Circo Mundial, pai de Ruben, Mário e Karol, todos artistas vinculativos do circo.
Havia números para todos os gostos e feitios, mas a constelação que mais brilhou era composta por três estrelas: o já muito calejado Homem Bala, projectado pela explosão de pólvora através de um canhão; Mário, que já foi o mais jovem domador da Europa com os seus tigres siberianos, numa actuação sempre amplificada ao longo dos anos pela beleza rara e encantamento destes animais selvagens; e um hipopótamo com duas toneladas que fez a delícia do público presente.
Uma verdadeira constelação repleta de estrelas
Os palhaços justificaram o riso da plateia ao longo de todo o espectáculo nas suas incontáveis aparições e terminaram-no com os mais pequenos em delírio, tristes só por o Circo ter terminado. Havia também um casal malabarista húngaro, ela, inclusive, com uma performance aérea, os cavalos brancos Max&Min, bem como outros animais exóticos.
Composto por 22 artistas, o Circo Mundial integra ainda um staff de apoio de 12 pessoas que vivem única e exclusivamente dos rendimentos auferidos no circo, e com um extensivo lote de animais “bem tratados”, como os presentes puderam constatar.
Com uma logística de grande peso e dimensão, composta por 22 camiões, 9 veículos ligeiros, máquinas, geradores de apoio e aquecimento interior, o Circo Mundial percorre cerca de 2 mil quilómetros por ano em digressão por Portugal e Espanha, sendo um circo autónomo que necessita, apenas, de um espaço onde se instalar.
Apesar de actuarem maioritariamente no nosso País, são “nuestros hermanos” que mais solicitam a sua presença. Galiza, Cantábria e Astúrias são apenas algumas das regiões que eles visitam com bastante frequência.
Bruno Mateus Filena