Apoios atenuam desertificação
A AOTAD lembra, ainda, a importância dos apoios concedidos no âmbito das Medidas Agro-Ambientais, que vigoraram até 2005, ao nível da desertificação do interior do País, combinando práticas agrícolas com a preservação do meio ambiente.
Recorde-se que, à luz da legislação anterior, os agricultores recebiam 131 euros por ha, em explorações até 5 há. Entre 5 e 10 ha recebiam 105 euros e 78 euros para produções com uma área entre 10 a 100 ha. Para tal, tinham que cumprir uma série de condições associadas ao modo de cultivo e produção, através de práticas amigas do ambiente.
Para a AOTAD, esta medida teve uma grande representatividade, quer em termos do número de olivicultores, quer em termos de área do olival, sendo que ainda podiam acumular as ajudas previstas para a protecção integrada ou para a agricultura biológica.
A associação lembra, igualmente, que o olival tradicional (consideradas as plantações com mais de 25 anos) é o mais representativo em Portugal, sendo cerca de 59 por cento da área de cultivo de oliveiras. Este tipo de exploração caracteriza-se pelo uso reduzido de fertilizantes e produtos fitofarmacêuticos.